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Alemoa

Alemoa

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02/08/2013 às 17h50 Atualizada em 02/08/2013 às 20h50
Alemoa

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Potencial que pode “naufragar” sem investimentos

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O distrito da Alemoa, em Siqueira Campos, apresenta um grande potencial turístico, porém sofre com falta de infraestrutura e investimentos públicos.

Antes de começar a falar do lugar, a série de hoje começa pela estrada de acesso, que no caso específico da Alemoa, distrito de Siqueira Campos, é um caso completamente à parte.

A rodovia sai do bairro do Alecrim, na rodovia que leva de Siqueira Campos a Salto do Itararé, e tem uma pavimentação “indefinida”, mesclado trechos asfaltados, trechos de terra e trechos de muita, mas de muita pedra. Pedra o suficiente pra fazer a suspensão de qualquer jeep willys pedir arrego.

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Enfim, já próximo da Alemoa se percebe um grande número de ranchos e chácaras margeando a estrada. A rodovia que leva ao distrito se “transforma” também na rua principal do local, que leva direto à prainha da Alemoa, que, embora pequena, é muito bem arrumada e oferece uma bela vista para quem chega até ali.

Durante as fotos na prainha, duas pessoas chegam ao local: pai, Pedro Xavier da Silva, e filho, Erick Xavier da Silva. A família atualmente mora no litoral paulista, porém já morou na Alemoa, onde ainda tem uma casa, e conhece bem o Norte Pioneiro.

Pedro diz que visitou o lugar pela primeira vez há quase 50 anos, quando as águas da represa de Chavantes ainda nem haviam chegado à Alemoa (a represa, que é artificial, foi criada na década de 70 para a construção de usinas hidrelétricas e inundou 1/3 da área de Carlópolis, além de terras de municípios vizinhos, obviamente bem indenizados para tal).

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“Aqui não tinha nada disso, era um rio só e uma estrada que ia direto para Carlópolis, depois que veio a represa”, relembra Pedro. “E eu vou ser sincero, na minha opinião a água isolou a Alemoa. Antes ela era caminho e o movimento aqui era grande, mas grande mesmo. Para se ter uma ideia, existiam duas farmácias, e hoje não tem nenhuma. Eu acredito que se a represa não tivesse sido criada a Alemoa seria um município e hoje teria tudo pra ser maior até que Salto do Itararé”, projeta. “Agora, já que veio a água, então vamos nos adaptar a isso e explorar, mas isso infelizmente não acontece. Aqui tem um potencial muito bom, mas inexplorado, a começar pela estrada. Eu sempre falo que vão asfaltar até a lua e não vão asfaltar até aqui”, reclama.

Outro a reclamar, e não só do potencial turístico inexplorado, mas como de toda infraestrutura local, além de problemas sociais (que não são tão poucos) é o pedreiro e sitiante Luis Carlos de Ávila. “Falta tudo aqui, e se tem alguma coisa é porque o povo é esforçado e trabalhador. Prefeito e vereador nunca fizeram nada por nós”, afirma. “São diversas casas sendo construídas aqui, as pessoas estão investindo, mas ainda falta muita coisa. O posto de saúde é ruim, policiamento é fraco, e o movimento de turistas tem caído”, reclama, ainda lembrando os problemas com adolescentes, envolvendo pequenos furtos e o consumo de álcool e drogas.

Observando as dezenas de terrenos baldios dentro do distrito e mais tudo que foi visto e ouvido, a única conclusão plausível é que a possibilidade de se tornar um pólo turístico pode naufragar, caso medidas definitivas não sejam tomadas logo em favor da Alemoa.

Por LUCAS ALEIXO