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Não ajude demais quem você ama!

Não ajude demais quem você ama!

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26/06/2017 às 08h38 Atualizada em 26/06/2017 às 11h38
Não ajude demais quem você ama!

Ajudar demais alguém pode inibir seu instinto de sobrevivência. Quem muito ajuda, mais acaba atrapalhando, do que verdadeiramente fazendo uma boa ação.

Observando e refletindo sobre a própria vida, o que me parece é que, muitas vezes, quem menos ajuda recebe, mais forte se torna. Enquanto pessoas que se acostumam a receber ajuda constantemente se acomodam no benefício, os que recebem ajuda de menos, acabam por esforçar-se para superar todos os obstáculos, sejam eles quais forem.

Gosto de analisar a relação entre pais e filhos, bem como de marido e mulher e ainda entre amigos. Quando há um que muito faz, é comum que o outro (a) faça cada vez menos. E pior, que natural e inconscientemente, se habitue a isto.

Uma pessoa que se habituou a morar sozinha, nunca irá esperar que alguém vá por ela ao supermercado, ao banco ou simplesmente que faça a limpeza da casa. Alguém que vive o dia-a-dia sozinho, sabe que irá resolver todos os problemas sozinho e não espera que alguém o faça. De certa maneira, esta pessoa se torna mais independente e autossuficiente.

Um pai ou uma mãe que desde a infância protege seu filho de tudo, também retira dele a possibilidade de aprender a lidar com as adversidades da vida. Quando adultos, esses filhos terão dificuldade em enfrentar os problemas da vida em sociedade, pois num dia ruim, não haverá o pai ou a mãe para protegê-lo.

Quando fazemos demais, tiramos a possibilidade de nossos filhos de aprenderem a fazer por si mesmos. Na ilusão de que estamos ajudando e cuidando, acabamos por criar dificuldades futuras em suas vidas adultas.

Ajudar demais atrapalha

Ajudar demais atrapalha. Tira o instinto de sobrevivência do próximo e a chance do mesmo de crescer e se desenvolver como ser humano.

Uma mãe que ama tem que saber dizer não ao seu filho. E o mesmo serve para um homem ou uma mulher que espera ter um relacionamento duradouro e feliz.

Ninguém deve carregar o piano enquanto o outro leva o banquinho. Ou ainda pior, sentar em cima do piano, reclamando da vida.

Amor próprio e amor ao próximo, seja para com meu filho ou a pessoa que eu amo, deve exigir bom senso e equilíbrio.