
DA REDAÇÃO/ASSESSORIA - FOLHA EXTRA
Os Núcleos de Cooperação Socioambiental iniciaram uma nova etapa de atividades nos territórios com a implantação de hortas comunitárias em espaços públicos, aldeias indígenas, instituições, escolas e áreas de uso coletivo. Promovida pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec, a ação envolve municípios de todo o Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul.
Os plantios começaram no início de março e seguirão ao longo dos próximos meses por meio de oficinas gratuitas voltadas à implantação de hortas tradicionais, com canteiros no solo, ou no modelo mandala, em formato circular. As atividades são conduzidas por profissionais especializados, que fornecem os materiais e orientações necessárias para a implantação e manutenção dos canteiros nos locais escolhidos pelos integrantes do próprio território.
Os participantes das oficinas são convidados pelos integrantes dos Núcleos de Cooperação Socioambiental e incluem grupos de idosos, jovens, produtores rurais, estudantes, entre outros.
Jeane Tramontini Zanluchi, 81 anos, participou do plantio em Londrina (PR) e teve, pela primeira vez, contato com a produção e o plantio direto de uma horta. Durante a oficina, a atenção foi redobrada para absorver o conhecimento e poder replicá-lo.
“Há uma creche na cidade que recebeu o nome do meu marido, e eu gostaria de criar ali uma horta comunitária. Então, para poder fazer isso, precisei aprender. Aqui descobri os caminhos e entendi como mobilizar aquela comunidade em torno desse bem social”, relatou.
Ao todo, estão previstas 434 oficinas, que integram um calendário com mais de mil ações programadas pelos Núcleos para 2026, voltadas à promoção da sustentabilidade e ao fortalecimento da participação comunitária nos territórios. Paralelamente, também estão sendo realizadas oficinas de grafite em diversas cidades da área de abrangência dos Núcleos.
De acordo com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a proposta é estimular o envolvimento direto das comunidades na construção das atividades. “Estamos falando de uma grande mobilização em cada cidade do território. São ações pensadas com a comunidade e realizadas nos espaços que ela mesma escolhe. As hortas passam a ser um símbolo desse trabalho coletivo e da presença dos Núcleos nos municípios”, destacou.
Para o diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Professor Irineu Colombo, a iniciativa também reforça o papel da educação socioambiental como ferramenta de transformação nos territórios. “As hortas comunitárias são espaços de aprendizado, de cuidado com o meio ambiente e de fortalecimento dos vínculos entre as pessoas. Ao apoiar essas oficinas, estamos estimulando práticas sustentáveis que permanecem nas comunidades e geram benefícios coletivos a longo prazo”, reforçou.
Durante as oficinas, os participantes aprendem técnicas de preparo do solo, sementes indicadas para cada tipo de região e diferentes formas de cultivo de hortaliças, legumes, ervas aromáticas, ervas medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), além do uso de adubos e compostos orgânicos.
Além das técnicas práticas, os encontros também estimulam momentos de convivência e troca de experiências entre os participantes, como conta Ronaldo Pereira, 65 anos, participante em Londrina (PR). "Eu já trabalho com hortas comunitárias há alguns anos e elas sempre são uma terapia para mim. A colheita desse plantio não é somente a hortaliça, mas também a sociabilidade, o fato de conhecer melhor as pessoas que estão aqui conosco”, contou.