
Uma decisão do Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta terça-feira (19) atos da investigação Lava Jato que tinham como alvo o ex-governador do Paraná e atual deputado federal pelo Estado, Beto Richa.
De acordo com as informações, a defesa do ex-governador alegou ao Supremo que membros e procuradores da Lava Jato, incluindo o ex-juiz Sérgio Moro, teriam agido as margens da lei e de forma parcial durante as investigações que envolviam Richa. A defesa do deputado ainda citou o nome do ex-deputado federal Deltan Dallagnol, do Podemos.
Além da anulação dos atos da Lava Jato, a decisão também envolveu as operações Radio Patrulha, Piloto, Integração e Quadro Negro.
Devido aos processos, Beto Richa chegou a ser presos três vezes. A primeira prisão do ex-governador aconteceu no ano de 2018 quando Richa foi detido no âmbito da operação Rádio Patrulha que apurava suspeitas de corrupção em um programa do governo do Estado para recuperação de estradas rurais. Já em 2019, o ex-governador novamente foi detido duas vezes.