
Um grupo de manifestantes invadiu parte do prédio da Assembleia Legislativa do Paraná na tarde desta quarta-feira (18) para protestar contra a contratação temporária de professores para rede estadual de Ensino em regime PSS (Processo Seletivo Simplificado). Após decisão da Justiça, o local começou a ser desocupado na manhã desta quinta-feira (19).
Após decisão liminar do juiz substituto Fábio Luiz Decoussau Machado que fixou multa diária de R$ 30 mil reais em caso de descumprimento da ordem desocupação imediata do local, os manifestantes deixaram o local de maneira pacifica. Porém, após deixarem o prédio, o grupo seguiu em direção ao Palácio do Iguaçu onde, até o fechamento desta edição, permaneciam mobilizados realizando uma greve de fome, conforme divulgou o APP-Sindicato.
No momento da ocupação, os parlamentares estavam realizando uma sessão remota da Casa de Leis, a qual teve de ser suspensa devido ao ato.
A ocupação foi um protesto contra o edital aberto pelo governo do estado para realizar a contratação de profissionais através do regime de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Com isso, o grupo requeria que os deputados pedissem a anulação do edital.
Em nota, a Alep disse que lamenta a ocupação realizada por cerca de 50 pessoas no prédio da instituição. A Casa ainda explicou que os deputados que se encontravam no local atenderam os manifestantes e ouviram suas revindicações. Porém, foi explicado que o tema não compete a manifestação do plenário da Assembleia, visto que o mesmo é uma prerrogativa do governo do estado.
O texto ainda reforça que o Poder Legislativo trata os manifestantes com respeito, mas realizou o pedido de reintegração de posse para manter a ordem no local, conforme reforçou o presidente da Casa Ademar Traiano. “Nós não vamos usar a força. Jamais. Mas a segurança da estrutura do prédio e dos servidores da Casa tem que ser mantida, por isso nós contamos com o apoio de policiais para dar essa segurança, mas não iremos afrontá-los”, disse o deputado.
Traiano ainda frisou que a pauta não faz parte das discussões a Assembleia e lamentou o ocorrido. “Não há uma pauta, não há tema nenhum sendo discutido aqui nesta Casa em relação ao que eles estão pretendendo. Havia aqui o apoio de praticamente todos os deputados, mas perderam. Quando você toma uma inciativa dessa natureza, de invasão, de agressão, de afronta, você perde o direito”, finalizou.
Ainda nesta quarta-feira, o diretor geral da Secretaria de Estado da Educação, Glaucio Dias, e o Chefe da Casa Civil Guto Silva, e o líder do governo na Assembléia, deputado Hussein Bakri, receberam representantes da APP-Sindicato para discutir o assunto.
Informações: ALEP.