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Chefes do Executivo da região participam da XX Marcha dos Prefeitos

Chefes do Executivo da região participam da XX Marcha dos Prefeitos

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18/05/2017 às 09h54 Atualizada em 18/05/2017 às 12h54

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Após evento dos prefeitos com o presidente Michel Temer, medida provisória que parcela dívida de estados e municípios é publicada no Diário Oficial

Centenas de prefeitos desembarcaram em Brasília na manhã desta terça-feira (16) para pressionar o presidente Michel Temer (PMDB) por uma pauta municipalista que inclui o “encontro de contas” entre governo federal e municípios, a redução do custeio das máquinas públicas e o repasse de recursos financeiros condizentes com as competências estabelecidas pelo pacto federativo.

Alguns prefeitos do Norte Pioneiro estão presentes na Marcha, entre eles a prefeita de Quatiguá, Adelita Parmezan (PTB); Antonely de Carvalho (PMDB) de Ibaiti; Vanderley de Siqueira e Silva, Lei da Lica (PSDB); Walmir W. da Silva (DEM), de Japira; Flavio Zanrosso (PSD) de Tomazina; Sergio Kroneis (PSDB) de São José da Boa Vista; Fabiano Bueno (PSB) de Siqueira Campos e Sérgio Rodrigues (PDT) de Pinhalão.

O prefeito de Jaguariaíva e presidente da AMCG (Associação dos Campos Gerais) Juca Sloboda (PHS) também esteve presente na marcha e falou sobre a importância do evento. “É imprescindível que as reivindicações municipais sejam feitas com uma só voz, oportunidade que estamos tendo nesta semana durante a marcha”, comenta Juca.

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A marcha dos prefeitos a Brasília termina nesta quinta-feira (18). A pauta municipalista também inclui pleitos nas reformas da Previdência, tributária e política. Os prefeitos são favoráveis às mudanças propostas por Temer na Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/16) que, segundo eles, vai gerar mais recursos nas cidades. Como pauta, os municípios propõem uma ampla revisão e o parcelamento dos seus débitos previdenciários.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirma que a Marcha dos prefeitos é um espaço de lutas para definir e alertar autoridades do Executivo, do Congresso Nacional e do Judiciário sobre temas que garantam a conquista de autonomia pelos municípios, além de mostrar ao cidadão os caminhos que os gestores municipais defendem como solução para enfrentar e vencer a crise que atinge todos.

Em relação ao parcelamento de suas dívidas, além da dilatação do prazo de pagamento, os prefeitos querem que seja estabelecido um teto de 1% da receita corrente líquida, sem multa, para os municípios quitarem débitos. A intenção, segundo o presidente da CNM, é temporariamente dar um fôlego para que o prefeito possa regularizar a situação do seu município. Atualmente a correção é feita pela Selic, que prevê juros bem maiores. Ainda consta no ofício pedidos referentes às ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) que promovem a descentralização na distribuição das receitas de royalties do petróleo, pauta que será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam esses processos.

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RESULTADO

 

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17) a Medida Provisória que parcela os débitos dos estados, Distrito Federal e municípios com a Fazenda Nacional, relativos às contribuições previdenciárias. A medida foi assinada na terça-feira (16) pelo presidente Michel Temer, em encontro com prefeitos de todo o país. Os débitos serão parcelados em 200 meses, com 25% a menos de encargos e multas, além da redução de 80% dos juros.

De acordo com a MP, 2,4% do valor total da dívida deverá ser pago sem reduções em até seis parcelas, entre julho e dezembro. O restante da dívida será dividido em até 194 parcelas, a partir de janeiro de 2018. É sobre essas parcelas que serão aplicadas as reduções de 80% dos juros e de 25% de multas e encargos, inclusive advocatícios.

O valor dessas 194 parcelas será equivalente ao saldo da dívida fracionado ou a 1% da média mensal da receita corrente líquida do ente federativo ou municipal. Segundo o texto publicado, será pago o menor desses dois valores, e ele será retido e repassado à União por meio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e por meio do Fundo de Participação dos Municípios.

Encerrado o prazo de parcelamentos, havendo ainda resíduos a serem pagos, eles poderão ser quitados à vista ou parcelados em até 60 prestações.