
Redação - Marcelo Aguiar
INTERNACIONAL - As eleições no Brasil provocaram divergências entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, após o norte-americano levantar suspeitas de fraude no processo eleitoral brasileiro. A reação do governo chinês foi de defesa da decisão dos eleitores e de contestação ao questionamento feito por Washington.
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Segundo informações divulgadas pela imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim respeita a escolha independente do povo brasileiro. A declaração ocorreu após Trump questionar a legitimidade da votação sem apresentar provas que sustentassem as suspeitas de irregularidades.
O episódio ganhou repercussão internacional por envolver duas das principais potências mundiais, que já mantêm divergências em questões comerciais, políticas e estratégicas. A manifestação chinesa colocou a eleição brasileira no centro de mais um desacordo entre Washington e Pequim.
A posição da China também ocorre após Xi Jinping parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição. O líder chinês manifestou interesse em aprofundar as relações entre os dois países, que mantêm uma parceria econômica relevante, especialmente no comércio de produtos agrícolas, minerais e industriais.
No Brasil, as declarações de Trump também provocaram reação política. O vice-presidente Geraldo Alckmin contestou o questionamento feito pelo norte-americano e classificou o posicionamento como equivocado.
A divergência evidencia o contraste entre as manifestações dos governos dos Estados Unidos e da China sobre o processo eleitoral brasileiro. Enquanto Trump levantou suspeitas sobre a votação, Pequim defendeu o direito dos brasileiros de escolher seus representantes.
Apesar da repercussão, as informações divulgadas até o momento não confirmam uma discussão direta entre Trump e Xi Jinping sobre o assunto. A reação chinesa foi expressa publicamente por meio de seu Ministério das Relações Exteriores.