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Justiça suspende cassação de Dr. Zezinho em São José, presidente da câmara não comenta decisão

Liminar suspendeu a cassação e determinou o retorno imediato do prefeito ao cargo. A Folha Extra entrou em contato com o presidente da Câmara, que preferiu não se manifestar

Por: Da Redação Fonte: DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
13/08/2026 às 12h29 Atualizada em 13/08/2026 às 12h36
Justiça suspende cassação de Dr. Zezinho em São José, presidente da câmara não comenta decisão
Legislativo preferiu não se pronunciar no momento. Foto Reprodução

SÃO JOSÉ DA BOA VISTA - O cenário político de São José da Boa Vista, no Norte Pioneiro, sofreu uma nova reviravolta apenas uma semana após a Câmara Municipal cassar o mandato do prefeito José Lázaro Ferraz, o Doutor Zezinho (PSD). Nesta quarta-feira (12), a Justiça suspendeu os efeitos da cassação e determinou a recondução imediata do prefeito ao cargo.

A decisão foi concedida em caráter liminar após pedido apresentado pela defesa de Dr. Zezinho. Com isso, ficam suspensos os efeitos do Decreto Legislativo nº 08/2026, aprovado após o julgamento realizado pelos vereadores no último dia 5.

Na decisão, a Justiça determina a “imediata recondução de José Lázaro Ferraz ao exercício do cargo de Prefeito Municipal de São José da Boa Vista, com todas as atribuições”.

Na prática, a medida restabelece, neste momento, o exercício do mandato de Dr. Zezinho e interrompe os efeitos da cassação determinada pelo Legislativo. A decisão tem caráter provisório e não corresponde, por si só, ao julgamento definitivo da ação.

E agora, o que acontece?

Com a liminar, Dr. Zezinho deve reassumir o comando da prefeitura de São José da Boa Vista. A principal dúvida agora é qual será a reação da câmara municipal, que havia aprovado a perda do mandato por seis votos a três em duas das quatro acusações analisadas.

Nesta quinta-feira (13), a reportagem da Folha Extra procurou o presidente da Câmara, vereador Claudinei Mendes de Oliveira (PSD), para saber como o Legislativo recebeu a decisão judicial e quais serão os próximos passos.

A reportagem também buscou esclarecer se a câmara pretende recorrer da liminar e se os vereadores mantêm o entendimento que levou à cassação.

Claudinei, no entanto, preferiu não se pronunciar sobre o caso. Segundo o presidente, a manifestação ficará a cargo da assessoria jurídica do Legislativo, que deverá apresentar um posicionamento somente na próxima segunda-feira (17).

Até lá, portanto, não há confirmação oficial sobre eventual recurso da Câmara contra a decisão que determinou o retorno de Dr. Zezinho.

Seis vereadores votaram pela cassação

A cassação foi aprovada na quarta-feira passada (5), durante uma sessão extraordinária que analisou quatro fatos investigados pela Comissão Processante nº 01/2026.

Duas acusações foram rejeitadas por unanimidade pelos nove vereadores. Outras duas, porém, receberam seis votos favoráveis à cassação e três contrários, número suficiente para determinar a perda do mandato.

Votaram pela cassação Cláudia Aparecida Coutinho, Claudinei Mendes de Oliveira, Glei Marcelo, Jazom Oliveira Ferro, José Lucas Rolim Bento e Julio Cezar Mendes de Morais. Foram contrários Carlos Eduardo de Oliveira, Leonardo Mendes e Maria Helena de Paiva.

Um dos fatos que resultaram na cassação envolvia o armazenamento de lajotas destinadas a uma obra na região da Barra Mansa. O outro tratava da utilização de uma empresa contratada pelo município para a realização de serviços em um terreno particular pertencente ao prefeito.

A defesa contestou as acusações durante o processo e, após a perda do mandato, levou a discussão para a esfera judicial.

Vice chegou a assumir a Prefeitura

A mudança no comando do município aconteceu rapidamente após a votação. Na quinta-feira (6), apenas um dia depois da cassação, o vice-prefeito Paulo Roberto Campos (PSD) foi empossado prefeito durante ato realizado na Câmara Municipal.

Ele permaneceu à frente do Executivo até a decisão judicial desta semana determinar a recondução de Dr. Zezinho.

Agora, o caso entra em uma nova fase. Enquanto a liminar mantém suspensos os efeitos da cassação, a expectativa se volta para segunda-feira (17), quando a assessoria jurídica da Câmara deverá se manifestar.

A partir desse posicionamento, será possível saber se o Legislativo pretende questionar judicialmente a liminar e buscar o restabelecimento da cassação ou qual outro caminho será adotado diante da decisão da Justiça.