Suspeito acusado de aplicar ‘Golpe do Filtro de Água’ é acusado por estelionato no Paraná

Delegado revelou que o suspeito entrava nas casas das vítimas, substituía itens por versões defeituosas e forçava as vítimas a fornecer cartões de crédito ou fazer empréstimos

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO por G1 PARANÁ
06/08/2024 às 16h26 Atualizada em 06/08/2024 às 16h29
Suspeito acusado de aplicar ‘Golpe do Filtro de Água’ é acusado por estelionato no Paraná
Polícia Civil do Paraná (PCPR) — Foto: Divulgação

Um homem de 50 anos, suspeito de aplicar o famoso ‘golpe do filtro de água’, foi indiciado por estelionato e violação de domicílio. Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram principalmente idosos de Ponta Grossa, Piraí do Sul e outras cidades dos Campos Gerais.

Na cidade de Ponta Grossa, um caso foi registrado no mês de maio. Segundo o delegado Gabriel Munhoz, um homem entrou na residência de uma mulher de 70 anos afirmando que precisava trocar o filtro de água que fica instalado na torneira.

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Logo em seguida, o homem cobrou pelo serviço, pedindo que a mulher realizasse o pagamento por cartão de crédito. "Após terminar o ‘serviço’, o homem solicitou o cartão de crédito da vítima idosa, que desconfiou da ação e escondeu o cartão. Mas o estelionatário seguiu em seu plano, convencendo a senhora a pagar pelo filtro parcelado, e que para isso precisava tirar uma foto da idosa. Com a foto e os dados da vítima, realizou um empréstimo de mais de R$ 3 mil em nome da idosa como pagamento", explica o delegado.

A filha da vítima recebeu uma notificação da instituição financeira, pedindo que ela se deslocasse até o banco. Chegando no local, a filha da mulher encontrou o golpista junto da mãe. “Quando foi questionado sobre o dinheiro e alertado que a polícia seria acionada, o golpista fugiu do local”, explica Gabriel.

Em sequência, o homem fugiu, mas a mulher conseguiu tirar uma foto da placa do carro do homem. No final de julho, a polícia o localizou através do sistema de monitoramento da Guarda Municipal e conseguiu identificar o suspeito que, segundo o delegado, foi reconhecido pela vítima.

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De acordo com o delegado Gabriel Munhoz, o suspeito deve responder em liberdade pelos crimes de estelionato majorado contra vítima idosa e violentação de domicílio. “O crime de estelionato contra vítimas idosas possui pena máxima de cinco anos, podendo ser aumentada de um terço até o dobro”, destaca o delegado.