Passados 15 dias, votação no caso do vereador Giovanni não deve acontecer na sessão desta quarta

Passados 15 dias, votação no caso do vereador Giovanni não deve acontecer na sessão desta quarta

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09/05/2018 às 11h15 Atualizada em 09/05/2018 às 14h15
Passados 15 dias, votação no caso do vereador Giovanni não deve acontecer na sessão desta quarta

Com base no prazo de 15 dias estipulado na sessão da Câmara de Vereadores de Arapoti do dia 25 de abril, o documento do Conselho de Ética com o parecer sobre a denúncia de estelionato contra o vereador Giovanni Aparecido Carneiro, o Giovanni Modesto (PP), deveria ser entregue na sessão desta quarta-feira (9). No entanto, de acordo com a assessoria da casa de leis, os conselheiros ainda não concluíram as etapas previstas para situações de quebra de decoro como esta, e a votação ainda não tem data para acontecer.

Para elaborar o parecer, é necessária uma oitiva com Giovanni, que está marcada para acontecer nesta quinta-feira (10). Feito isto, o relator Ricardinho terá 15 dias para apresentar o relatório para o Conselho, documento que os três vereadores votarão entre si por acatar ou não. Só depois deste processo, o documento vai a votação em plenário.

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O Conselho de Ética é formado pelos vereadores Zildinei Sebastiao Mendes Ferreira, o Nei (PSC), como o presidente; o relator Ricardo Rodrigues Pedroso, o Ricardinho (PPS), e Victor Brondani (PDT), membro instituído.

A Folha Extra entrou em contato com o presidente da Câmara, Lelo Ulrich (PSD), que esclareceu os passos do Conselho de Ética nesses casos, lembrando que o processo ocorre de maneira diferente quando envolve membros do Legislativo. De acordo com o vereador, mesmo diante de um parecer positivo para o andamento de investigação da denúncia, o acusado (Giovani), não terá o mandato cassado de imediato, nem tão pouco será afastado, a menos que, de alguma maneira, o vereador tente atrapalhar as investigações, neste caso, cabe seu afastamento para preservar a integridade do processo.

Ainda segundo Lelo, toda análise de processos por quebra de decoro acontece dentro do Conselho de Ética e tem um prazo de 50 a 70 dias para ser concluído, contando a partir da data em que o Conselho se reuniu pela primeira vez com o inquérito em mãos.

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Suposto Crime

Segundo as investigações do Ministério Público, Giovani teria praticado o crime entre outubro de 2015 e março de 2016. A prática de estelionato estaria relacionada a promessa que o vereador fez a uma vítima onde o parlamentar se comprometeu a conseguir um aumento de 25% no valor recebido pela idosa através da aposentadoria. Já a outra idosa foi relacionada ao caso quando seus documentos foram encontrados na casa do suspeito, juntos ao da primeira vítima.

Para realizar o processo, Giovani teria cobrado o valor de R$ 4,8 mil, referente ao pagamento de taxas para que o aumento no benefício fosse concedido. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro não chegou até a conta da idosa. O caso acabou chegando até a Justiça, após a filha da prejudicada denunciar o caso na promotoria.

A reportagem fez contato com o investigado, que reafirmou sua inocência, atestando que provará tudo nos autos do processo. Ele também comentou o fatídico episódio em que criticou uma estudante do município por escolher o prédio da Câmara de Vereadores como plano de fundo para a gravação de um vídeo do quadro “O Brasil que eu quero”, situação que, segundo ele, não passou de um mal entendido.

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