
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
CARLÓPOLIS - Um idoso morreu após ser arremessado de um banco e bater violentamente a cabeça contra o asfalto em Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná. A vítima, identificada como João Batista de Matos, conhecido popularmente como João Pipoca, estava internada em estado grave em um hospital de Londrina desde terça-feira (3), quando ocorreu a agressão. A morte foi confirmada na noite de quinta-feira (5), por familiares e pela Polícia Civil.
O caso aconteceu em frente a um estabelecimento comercial de Carlópolis e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, dois homens aparecem levantando o banco enquanto João ainda estava sentado. Com o movimento, o idoso é arremessado para a frente e cai de cabeça no asfalto. Após o impacto, ele permanece no chão, sem apresentar reação.
Devido à gravidade dos ferimentos, João precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar e acabou transferido para Londrina, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e morreu dois dias depois.
Além das imagens que registraram a queda, um segundo vídeo de uma câmera de segurança mostra os momentos que antecederam a agressão. Conforme informações da Digital News, divulgadas pela Banda B, um homem, que seria proprietário do estabelecimento comercial em frente ao qual ocorreu o caso, aparece solicitando ajuda a três homens para retirar João do banco.
De acordo com a versão apresentada pelos investigados, eles teriam atendido a um pedido do proprietário de um mercado vizinho para que o idoso fosse retirado do local.
Na sequência registrada pelas câmeras, dois homens levantam o banco com João ainda sentado, provocando a queda que resultou nos graves ferimentos.
Inicialmente, dois suspeitos foram presos preventivamente por envolvimento na ocorrência. Entretanto, após passarem por audiência de custódia, eles foram colocados em liberdade e seguem respondendo à investigação.
Com a morte de João Pipoca, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) passou a investigar o caso como possível homicídio. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da ação e determinar a responsabilidade das pessoas envolvidas.
Segundo informações repassadas pela corporação à Banda B, os investigadores analisam se houve dolo eventual, quando uma pessoa assume o risco de provocar a morte, ou homicídio culposo, quando o resultado ocorre sem intenção de matar.
A definição dependerá dos depoimentos, da análise das imagens de segurança e dos resultados dos exames periciais, incluindo o laudo de necropsia.
Além dos dois investigados, policiais militares que atenderam à ocorrência e outras testemunhas já prestaram depoimento. O proprietário do estabelecimento comercial também foi intimado e deverá ser ouvido na próxima semana.
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento e que novas diligências serão realizadas antes da conclusão do procedimento.
"O inquérito está em andamento. Os próximos passos são as oitivas já agendadas, a análise das imagens e a juntada dos laudos periciais. Depois disso, o inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Os investigados respondem ao procedimento em liberdade", informou a corporação.
Conhecido como João Pipoca, o idoso era uma figura conhecida entre moradores de Carlópolis. A notícia de sua morte provocou manifestações de tristeza e indignação nas redes sociais, onde amigos e conhecidos prestaram homenagens à vítima.
Em uma das mensagens, uma pessoa próxima destacou a personalidade de João e lamentou a forma como sua vida terminou.
"Uma pessoa maravilhosa, simples, de coração enorme, que nunca fez mal a ninguém. Gostava de tomar a sua bebidinha, mas nunca incomodou, nunca perturbou. É uma perda tão grande e tão dolorida", escreveu.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da ocorrência para esclarecer a participação dos envolvidos e determinar as responsabilidades pela morte do idoso.
Com informações de Banda B.