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Moro assume Paraná com cinco desafios pela frente

Governador eleito terá desafios na saúde, energia, eventos climáticos, combate à violência contra mulher e relação com o Governo Federal

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO - DAVI MARTINS
06/10/2026 às 08h59
Moro assume Paraná com cinco desafios pela frente
Sergio Moro vai conduzir o Paraná no enfrentamento de desafios pelos próximos quatro anos. — Foto: Foto: Assessoria de Imprensa

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições deste domingo (4), com 50,10% dos votos. A partir de janeiro de 2027, o novo chefe do Executivo estadual terá pela frente desafios que passam pela saúde, fornecimento de energia, eventos climáticos extremos, segurança pública e relação com o governo federal.

Moro superou Sandro Alex (PSD), que terminou a disputa com 25,36%, e Requião Filho (PDT), com 23,47%. Em sua primeira manifestação após a vitória, o governador eleito prometeu uma gestão “honesta e eficiente” e afirmou que pretende enfrentar gargalos econômicos e tornar o Paraná mais seguro.

Durante a campanha, o combate à corrupção foi uma das principais bandeiras do ex-juiz, que propôs a criação de uma Agência Estadual de Combate à Corrupção.

Saúde e redução das filas

A saúde aparece entre os principais desafios. Pesquisa Quaest divulgada em agosto apontou que 28% dos entrevistados consideravam o setor o maior problema do Paraná.

Entre as propostas de Moro está a criação da chamada Tabela SUS Paranaense. A ideia é complementar com recursos estaduais os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde, priorizando regiões com maior demanda.

Segundo o plano de governo, a meta é dobrar o número de cirurgias eletivas e reduzir a espera por procedimentos.

Energia e prejuízos no campo

Outro problema que deverá entrar na agenda do novo governo é a qualidade do fornecimento de energia pela Copel, privatizada em 2023.

Quedas prolongadas têm provocado reclamações e prejuízos principalmente no setor produtivo. Na semana passada, por exemplo, um produtor de São João do Ivaí estimou prejuízo de R$ 2 milhões após uma interrupção no fornecimento resultar na morte de cerca de 400 peixes.

Durante a campanha, Moro defendeu maior fiscalização sobre o serviço prestado pela companhia e afirmou que consumidores prejudicados devem ser ressarcidos.

Temporais colocam Defesa Civil em alerta

Os eventos climáticos extremos também representam um desafio crescente. Nos últimos meses, diferentes regiões do Paraná enfrentaram temporais acompanhados de chuvas intensas, granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h.

Os episódios provocaram alagamentos, quedas de árvores, danos em imóveis e plantações, interrupções no fornecimento de energia e problemas em rodovias.

No plano de governo, Moro prevê uma rede de resposta às famílias atingidas por enchentes e outros eventos extremos, integrada à Defesa Civil e aos municípios. Para o campo, a proposta é ampliar medidas de resiliência climática.

Violência contra a mulher

Na segurança pública, um dos principais desafios será reduzir a violência contra as mulheres. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública apontam que o Paraná está entre os estados com maior número de feminicídios do país.

Somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 55 casos.

Moro propõe criar um protocolo estadual para padronizar o atendimento às vítimas entre forças policiais, assistência social, saúde e Justiça. Durante a campanha, também defendeu a construção de um presídio de segurança máxima no estado.

Relação com Brasília

O resultado do segundo turno presidencial também deverá influenciar o início do novo governo estadual. Moro fez campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) e adotou discurso de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Independentemente de quem vencer a disputa presidencial, porém, Paraná e União terão de manter interlocução em áreas que dependem de investimentos e ações conjuntas, especialmente infraestrutura, saúde e educação.

Com mandato de quatro anos pela frente, Moro assume em janeiro com o desafio de transformar as principais propostas apresentadas durante a campanha em políticas públicas e, ao mesmo tempo, responder a problemas que já pressionam diferentes regiões do Paraná.

Com informações de G1 Paraná.