Nacional POLÍTICA
Partido de extrema-esquerda aponta perseguição de Moraes contra Flávio Bolsonaro
Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária, criticou o Supremo Tribunal Federal e classificou a medida contra o senador como perseguição política
28/10/2026 14h40
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação - Marcelo Aguiar
Foto: Ilustrativa - Reprodução/O Globo.

Redação - Marcelo Aguiar

BRASIL - O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) e a proibição de deixar o Brasil. O dirigente classificou a medida como perseguição política e questionou a atuação da Corte.

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Em manifestações nas redes sociais e durante participação no programa Análise da 3ª, da Rádio Causa Operária, Pimenta afirmou que a decisão teria motivação política. O presidente do partido também relacionou o caso à força eleitoral de Flávio Bolsonaro e à atuação de parlamentares do PL no Congresso Nacional.

Na avaliação do dirigente, o senador representa um setor político com capacidade de pressionar o Supremo por meio de iniciativas parlamentares, incluindo pedidos de impeachment de ministros. Pimenta também criticou a relação entre integrantes da Corte e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente do PCO voltou a classificar o cenário político brasileiro como uma “ditadura” e criticou o que considera uma atuação autoritária do Supremo. O partido também defendeu o voto nulo no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, disputado entre Flávio Bolsonaro e Lula.

A decisão de Moraes foi divulgada por Flávio na segunda-feira (26). A determinação estabeleceu a entrega dos passaportes comum e diplomático à Polícia Federal em até 24 horas, além da proibição de deixar o país. A medida está relacionada a uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, na qual são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro.

Flávio contestou publicamente a decisão e afirmou que a medida teria relação com declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil caso perdesse a eleição presidencial. O senador declarou que cumpriria a determinação judicial e apresentaria sua defesa.

A investigação segue em andamento, e as suspeitas apuradas pelas autoridades não representam uma condenação.