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Plantio da soja avança lentamente no Norte Pioneiro e nos Campos Gerais
Chuvas e solo encharcado dificultam operações no campo; levantamento do Deral aponta diferenças no ritmo de semeadura de soja, milho e feijão
27/10/2026 15h52
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação - Marcelo aguiar
Foto: Gerada por IA.

Redação - Marcelo Aguiar

AGRONEGÓCIO - O plantio da soja da safra 2026/2027 avançava lentamente no Norte Pioneiro e nos Campos Gerais, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Os dados regionais enviados em 20 de outubro indicavam que a semeadura ainda estava no início nos núcleos de Jacarezinho e Ponta Grossa, em um período marcado por chuvas frequentes e dificuldades para realizar operações nas lavouras.

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No núcleo regional de Jacarezinho, que abrange municípios do Norte Pioneiro, 7% da área prevista para a soja havia sido plantada. O percentual correspondia a 12.264 hectares de uma área estimada em 175.200 hectares. Já no núcleo de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, o plantio alcançava 5%, com 27.614 hectares semeados de um total previsto de 552.275 hectares.

Os números mostram que a maior parte da área destinada à oleaginosa ainda aguardava a entrada das máquinas. O ritmo da semeadura depende de condições adequadas de umidade do solo, da possibilidade de circulação dos equipamentos e da previsão do tempo. Quando as chuvas se tornam frequentes, os produtores podem precisar interromper os trabalhos para evitar operações em áreas encharcadas.

O levantamento representa um retrato do andamento da safra na data de referência, e não necessariamente a situação atual das lavouras. Como o plantio evolui semanalmente, períodos de tempo firme podem permitir a recuperação do ritmo, enquanto novas precipitações podem prolongar as dificuldades.

O boletim Condições de Tempo e Cultivo do Deral, referente ao período de 13 a 19 de outubro, registrou dificuldades provocadas pelas chuvas em diferentes regiões do Paraná. A umidade elevada deixou áreas encharcadas e limitou o acesso de tratores e semeadoras. A melhora temporária do tempo a partir de 16 de outubro permitiu a retomada das operações em algumas localidades, mas o avanço permaneceu irregular.

Além de interferir no calendário de plantio, o excesso de umidade exige atenção ao estabelecimento das plantas. O Deral relatou, em áreas do estado, situações de germinação desuniforme, desenvolvimento inicial lento e apodrecimento de plantas. Esses problemas não foram apontados de maneira uniforme em todas as regiões, pois as condições variam conforme o volume de chuva, a drenagem do terreno e o período em que cada lavoura foi semeada.

A condição do solo é um dos fatores observados pelos agricultores antes de retomar os trabalhos. A entrada de máquinas em áreas muito úmidas pode dificultar as operações e provocar compactação, enquanto a permanência prolongada da água pode prejudicar o desenvolvimento das plantas. Por isso, os períodos de tempo firme têm papel importante na organização do calendário agrícola.

O ritmo das atividades também varia conforme a cultura e a região. No núcleo de Jacarezinho, o plantio do milho da primeira safra havia alcançado 42%, com 9.240 hectares semeados de uma área prevista de 22 mil hectares. Nos Campos Gerais, a semeadura estava praticamente concluída: 99% da área estimada, equivalente a 72.117 hectares de um total de 72.845 hectares.

A diferença mostra que o calendário agrícola não avança de maneira igual entre as culturas. O milho dos Campos Gerais estava próximo de completar a área planejada, enquanto a soja permanecia nos primeiros estágios de implantação. O andamento também depende das datas de início das operações e das condições encontradas pelos produtores em cada propriedade.

No feijão da primeira safra, o núcleo de Jacarezinho já havia concluído o plantio dos 5.500 hectares previstos. Em Ponta Grossa, o avanço era de 85%, com 17.765 hectares semeados de uma área estimada em 20.900 hectares. Assim, enquanto o plantio estava finalizado no Norte Pioneiro, nos Campos Gerais ainda restava uma parcela da área planejada.

As precipitações interferiram ainda nas atividades de colheita de culturas de inverno. Segundo o Deral, a umidade elevada reduziu o ritmo da retirada de cereais das lavouras e afetou a qualidade de grãos que permaneciam no campo, incluindo trigo e cevada.

A colheita exige condições adequadas para que os grãos sejam retirados e armazenados com qualidade. Quando a chuva impede a entrada das colheitadeiras ou mantém as plantas úmidas por períodos prolongados, o trabalho pode atrasar e aumentar a preocupação com perdas e deterioração. A extensão dos efeitos, entretanto, depende das condições de cada área e precisa ser verificada regionalmente.

O cenário exige que produtores conciliem as operações de encerramento da safra de inverno com a implantação das culturas de verão. A programação inclui organizar máquinas, preparar áreas e aproveitar os intervalos de tempo firme para avançar no plantio. Quando as condições climáticas mudam rapidamente, o planejamento pode precisar ser ajustado ao longo da semana.

No caso da soja, a evolução da semeadura é acompanhada por agricultores, cooperativas e técnicos porque o estabelecimento inicial da lavoura influencia as etapas seguintes do ciclo produtivo. A distribuição das chuvas, a umidade do solo e as condições para germinação estão entre os fatores observados durante esse período.

Os próximos levantamentos do Deral permitirão acompanhar a evolução do plantio nos núcleos de Jacarezinho e Ponta Grossa e verificar se o tempo firme favorece a entrada de máquinas nas áreas ainda não semeadas. Os informes semanais também acompanham o desenvolvimento das culturas e as condições observadas nas diferentes regiões agrícolas do Paraná.

Os percentuais apresentados nesta reportagem correspondem ao levantamento regional enviado em 20 de outubro de 2026 e não representam necessariamente a situação no fechamento desta edição, já que o avanço das atividades pode mudar a cada semana.