Redação - Marcelo Aguiar
JACAREZINHO - A Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho retomou os atendimentos à população no sábado (24), após sete dias de interrupção dos serviços. O hospital enfrenta dificuldades financeiras, falta de materiais e problemas estruturais. A administração municipal também busca recuperar a capacidade de atendimento aos pacientes de outros municípios da região do Norte Pioneiro.
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Segundo o secretário municipal de Saúde e interventor da instituição, Ademir Moreira, as primeiras medidas adotadas incluem a reposição de insumos e medicamentos e o conserto de equipamentos. A Prefeitura também prepara um novo aporte financeiro e procura recursos de outras fontes para garantir a manutenção dos serviços hospitalares.
A suspensão dos atendimentos começou em 17 de outubro, após a implementação de um plano emergencial que interrompeu o recebimento de novos pacientes. A situação ocorreu em meio a dificuldades operacionais e foi agravada por uma vistoria do Conselho Regional de Medicina (CRM), que identificou problemas e apontou a necessidade de providências para assegurar condições adequadas de funcionamento.
Durante o período de interrupção, pacientes que necessitavam de atendimento hospitalar foram encaminhados para unidades de outros municípios. Para organizar a assistência, a Prefeitura articulou um plano emergencial com hospitais de Santo Antônio da Platina, Carlópolis, Cornélio Procópio e Bandeirantes.
Paralelamente à retomada dos serviços, o município pretende apresentar à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) um novo plano de trabalho. A proposta busca revisar as pactuações existentes e ampliar os repasses financeiros destinados à Santa Casa, que atende pacientes de Jacarezinho e de outras cidades da região.
De acordo com os dados apresentados pela administração municipal, o hospital registra um déficit mensal estimado em R$ 1 milhão. A necessidade total de recursos para manter as despesas e os serviços em dia chega a R$ 2,5 milhões por mês.
A reorganização da Santa Casa também envolve a regularização das condições operacionais e a recomposição das escalas médicas. A administração municipal trabalha para garantir o abastecimento de materiais, a disponibilidade de medicamentos e o funcionamento dos equipamentos necessários à assistência hospitalar.