Redação - Marcelo Aguiar
PARANÁ - Estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no Norte do Paraná, denunciaram a presença de câmeras nos banheiros masculino e feminino da instituição. O caso veio à tona na segunda-feira (19), após uma aluna identificar um dispositivo que, segundo relatos, estaria instalado no local havia aproximadamente três anos. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) instaurou um inquérito para apurar os fatos.
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Conforme o boletim de ocorrência registrado pelas estudantes, a direção do colégio havia informado anteriormente que o equipamento era um sensor de fumaça, utilizado para evitar que alunos fumassem nos banheiros. A luz vermelha emitida constantemente pelo dispositivo, no entanto, despertou suspeitas entre os estudantes.
Na segunda-feira, uma aluna decidiu observar o aparelho mais de perto e identificou o que aparentava ser uma câmera escondida atrás de uma cobertura plástica. Outro estudante fotografou o sistema de monitoramento da instituição e registrou imagens do painel, que, segundo os relatos divulgados, mostrariam os ambientes dos banheiros, incluindo cabines e espelhos.
Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, a estudante Alessa Gabriele relatou que os responsáveis pelos alunos não haviam assinado autorização para a captação de imagens nos sanitários. Ela também afirmou ter se sentido invadida diante da possibilidade de ter sido filmada enquanto utilizava o espaço para trocar de roupa.
O Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo confirmou a instalação dos equipamentos, mas negou que as câmeras captassem imagens do interior das cabines. Segundo a instituição, os dispositivos estavam direcionados às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem registrar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes.
A direção também declarou que o aluno responsável pelas fotografias acessou a sala de vigilância sem autorização.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que os equipamentos foram retirados e que não há imagens armazenadas neles. Uma vistoria no estabelecimento foi prevista para esta quarta-feira (21), com o objetivo de verificar as condições do sistema de monitoramento.
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito policial e realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da instalação dos equipamentos, a finalidade do monitoramento e a eventual existência de irregularidades.