Redação - Marcelo Aguiar
RIBEIRÃO CLARO - Uma estudante de 18 anos de Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro do Paraná, desenvolveu um projeto que propõe aproveitar resíduos orgânicos para produzir adubo e ampliar as experiências de turismo rural no município. A iniciativa é de Giovana Balsarin Pinto, aluna da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico-Militar Doutor João da Rocha Chueiri, que pesquisou a destinação do lixo na cidade e identificou possibilidades de reaproveitamento na agricultura.
Conhecida pelas paisagens da Represa de Chavantes e por atrações como o Morro do Gavião e a Estância Pedra do Índio, Ribeirão Claro integra a região turística de Angra Doce. A proposta busca associar a valorização desses atrativos ao aproveitamento de resíduos produzidos por moradores, restaurantes, supermercados e estabelecimentos turísticos.
Segundo informações da Prefeitura utilizadas no estudo, o município possui coleta seletiva, mas os resíduos orgânicos ainda não são reaproveitados e seguem para um aterro sanitário licenciado.
Moradora de um sítio da família desde o nascimento, Giovana relacionou a experiência no campo à pesquisa, apresentada em setembro na Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), promovida pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), em Foz do Iguaçu.
O projeto prevê a separação de materiais como cascas de frutas e restos de legumes em estabelecimentos comerciais. Depois, os resíduos seriam encaminhados a pontos de coleta, de onde poderiam ser levados por visitantes a propriedades rurais participantes para conhecer o processo de compostagem e a utilização do adubo nas plantações.
A pesquisa está na fase de diagnóstico. A implantação dependeria da confirmação do volume de resíduos disponível, da adesão dos produtores rurais e da organização do sistema de coleta. Giovana também estuda integrar à proposta um aplicativo de ecopontos desenvolvido em um trabalho anterior.
Para fundamentar o estudo, a estudante consultou dados do IBGE, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). O trabalho foi orientado pela professora Karen Pires Diniz, durante o atendimento educacional para estudantes com altas habilidades e superdotação.
Antes da participação na FENAAH/S, Giovana apresentou a pesquisa em uma feira científica do Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Jacarezinho, onde recebeu uma premiação.