
Redação - Marcelo Aguiar
PARANÁ - As escolas do Paraná terão novos protocolos para situações de vendaval, granizo, inundação e alagamentos. Um guia prático elaborado pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec) e pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) será lançado nesta terça-feira (6) e servirá como referência para diretores, professores e demais profissionais das unidades de ensino durante a ocorrência de eventos climáticos severos.
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O material foi desenvolvido por meio do Programa Brigadas Escolares e reúne orientações específicas para diferentes cenários que podem afetar o ambiente escolar. A proposta é estabelecer procedimentos para que as comunidades escolares saibam como agir diante de situações que ofereçam riscos à segurança de estudantes e profissionais.
A iniciativa ocorre em meio à previsão de forte influência do fenômeno El Niño durante os meses de outubro e novembro no Sul do Brasil. Diante desse cenário, o novo documento foi elaborado para auxiliar as instituições de ensino na preparação de ações de resposta a possíveis eventos meteorológicos severos.
Com os novos protocolos, a rede estadual de ensino realizará treinamentos nas 2.474 escolas estaduais e de ensino especial do Paraná. Segundo o coronel Ivan Fernandes, da Defesa Civil Estadual, o calendário das atividades será desenvolvido entre outubro e novembro e deverá alcançar todas as unidades.
O guia também servirá como referência para os simulados de abandono de edificação realizados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e nas escolas especiais. O material poderá ser baixado gratuitamente no site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.
Desde 2015, o Programa Brigadas Escolares atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar. Ao longo dos últimos 11 anos, o trabalho esteve concentrado principalmente na capacitação de servidores em noções de primeiros socorros e no combate a princípios de incêndio.
Com os novos protocolos, as atividades passam a contemplar também situações provocadas por eventos climáticos. Pela primeira vez, as instituições realizarão simulados de abandono voltados especificamente para ocorrências de vendaval, granizo, inundação e alagamento.
A direção de cada unidade de ensino deverá avaliar qual cenário representa maior vulnerabilidade para o local e, a partir dessa análise, definir o protocolo que será adotado durante o treinamento. A preparação deverá considerar as características da escola, da área onde está localizada e dos possíveis riscos relacionados às condições meteorológicas.
As orientações também estabelecem a necessidade de acompanhamento das condições do tempo. Para o planejamento das atividades, as escolas deverão observar as previsões meteorológicas, os Boletins de Gestão de Risco e os alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual.
O material orienta ainda a utilização de um sinal sonoro diferenciado para indicar o início do protocolo de emergência. A medida permitirá que estudantes, professores e demais funcionários identifiquem que determinada situação exige a adoção dos procedimentos previamente definidos pela unidade.
A Defesa Civil Estadual também disponibiliza alertas diretamente aos celulares da população. O serviço pode ser acessado por meio do cadastro de SMS pelo número 40199 e pelo WhatsApp (61) 2034-461.
De acordo com a Defesa Civil, as escolas já atuam como pontos de apoio em situações de emergência. A inclusão dos novos protocolos amplia a preparação das comunidades escolares para diferentes tipos de ocorrências e estabelece procedimentos específicos para situações que podem afetar o funcionamento das unidades.
O novo guia foi elaborado especificamente para orientar as ações do Programa Brigadas Escolares diante de eventos meteorológicos severos. As escolas deverão considerar as características de cada edificação e os pontos de maior vulnerabilidade para definir como os simulados serão realizados.
O documento estará disponível gratuitamente no site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, permitindo que as orientações sejam consultadas por diretores, professores, funcionários e demais integrantes das comunidades escolares.