Cidades NORTE PIONEIRO
“Não precisavam ter feito isso com ele”, desabafa filha de homem morto após ser derrubado de banco no Norte Pioneiro
João Batista de Matos, de 62 anos, morreu após três dias internado; familiares cobram justiça e Polícia Civil investiga possível homicídio
07/11/2026 12h39
Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO - DAVI MARTINS
Idoso bate a cabeça e morre depois de ser derrubado de banco no Paraná — Foto: Reprodução

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

CARLÓPOLIS - A morte de João Batista de Matos, de 62 anos, após ser derrubado de um banco em frente a um mercado no município de Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná, provocou indignação entre familiares, que agora cobram justiça. O homem sofreu ferimentos graves ao bater a cabeça no chão e morreu depois de permanecer três dias internado em um hospital de Londrina.

O caso aconteceu na noite de terça-feira (3) e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram João sentado em um banco quando dois homens se aproximam e erguem a estrutura, provocando sua queda. Com o impacto, a vítima sofreu traumatismo craniano e lesões graves na região do pescoço.

Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a filha da vítima, Eliany Marques de Matos, falou sobre a dor da família e a indignação diante das circunstâncias da morte. A declaração foi dada enquanto ela estava na Polícia Científica de Londrina para providenciar a liberação do corpo do pai.

“É desumano, sabe? Eles não precisavam ter feito isso com ele. Eu queria só que o meu pai estivesse aqui com a gente. E eu quero justiça. É só isso que eu espero”, desabafou.

A sobrinha da vítima, Ágatha Matos, também comentou o ocorrido. Segundo ela, João apresentava limitações físicas e tinha dificuldades para movimentar um dos braços. A familiar relatou que não conseguiu assistir às imagens que mostram a queda do tio.

Polícia investiga possível homicídio

Com a confirmação da morte, a Polícia Civil do Paraná informou que o caso passou a ser investigado como possível homicídio. Os investigadores buscam esclarecer se houve dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, ou homicídio culposo, quando não existe intenção de matar.

De acordo com a polícia, os dois homens envolvidos relataram que haviam atendido ao pedido de um funcionário de um mercado próximo para retirar a vítima do local. A corporação também informou que não havia registros de desentendimentos anteriores entre os envolvidos.

Os dois investigados chegaram a ser presos, mas tiveram a liberdade provisória concedida pela Justiça e respondem ao procedimento em liberdade.

A investigação segue em andamento, com previsão de ouvir novas testemunhas e analisar as gravações das câmeras de segurança, além dos laudos periciais.

Defesa afirma que não houve intenção de machucar

O advogado Ilton Inácio, responsável pela defesa dos dois investigados, afirmou em nota que seus clientes não tiveram intenção de agredir, ferir ou provocar a morte de João.

Segundo a versão apresentada pelos investigados, ambos trabalham em um ponto de mototáxi próximo ao supermercado e teriam sido chamados por um funcionário do estabelecimento para retirar um banco do local.

A defesa sustenta que a queda aconteceu durante a movimentação da estrutura e ressalta que os homens não fugiram após o ocorrido. Conforme o advogado, eles permaneceram no local, prestaram auxílio e ajudaram a colocar a vítima na ambulância.

Ainda segundo a nota, os investigados são primários, possuem residência fixa e lamentam profundamente a morte. O advogado destacou que a concessão de liberdade provisória não significa o encerramento das investigações.

O caso permanece sob apuração da Polícia Civil, que deverá utilizar os depoimentos, as imagens e os resultados das perícias para esclarecer as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Com informações de G1 Paraná.