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Jessicão ataca homossexuais que votam em Lula e usa expressões ofensivas em vídeo

Deputada eleita no Paraná também sugeriu a demissão de funcionários petistas após reeleição de Lula no segundo turno

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO - DAVI MARTINS
28/10/2026 às 10h29 Atualizada em 28/10/2026 às 11h13
Jessicão ataca homossexuais que votam em Lula e usa expressões ofensivas em vídeo
“Para de ser uma bicha mentirosa!”, dispara Jessicão no início da gravação. Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

A vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jéssica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, voltou ao centro de uma polêmica após a divulgação de um vídeo em que dirige ofensas a homossexuais que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Para de ser uma bicha mentirosa!"

O vídeo foi divulgado nas redes sociais na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Na legenda da publicação, Jessicão escreveu: "CHEGA DE MENTIRA, Agora é Flávio Bolsonaro".

A declaração começa com ataques direcionados a integrantes da comunidade LGBTQIA+ que justificam seu posicionamento eleitoral por questões relacionadas à própria existência e aos direitos dessa população.

"Para de ser uma bicha mentirosa!", dispara Jessicão no início da gravação. Em seguida, dirige-se também às mulheres lésbicas, utilizando o termo "sapatão" de maneira ofensiva e mandando os eleitores que discordam dela "para a merda".

A parlamentar eleita questiona o argumento de que a eleição de candidatos conservadores poderia representar ameaças aos direitos de pessoas LGBTQIA+. Para isso, cita os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, afirmando que homossexuais não teriam sido perseguidos durante aquele período.

Jessicão associa voto em Lula à defesa de criminosos

Ao longo do vídeo, a vereadora intensifica os ataques e passa a relacionar o apoio ao presidente Lula com a suposta aceitação de crimes.

"Você está fazendo o L porque você gosta de safadeza. Porque você passa a mão na cabeça de bandido", afirma.

Jessicão também acusa o presidente de favorecer criminosos, incluindo autores de roubos, homicídios e violência sexual, sem apresentar, no trecho transcrito, elementos que comprovem as acusações.

Em outro momento, a parlamentar eleita afirma que os eleitores deveriam reconhecer que apoiam alguém que ela considera criminoso. As declarações representam opiniões e acusações políticas da vereadora, não conclusões factuais sobre o presidente ou seus eleitores.

Durante a gravação, Jessicão ainda argumenta que votar no candidato do PL não representaria risco à segurança de pessoas homossexuais, enquanto apoiar Lula poderia, segundo ela, aumentar a exposição à criminalidade.

A argumentação foi utilizada para defender a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A vereadora encerra o discurso incentivando o voto no número 22, utilizado pelo PL.

“Tem funcionário petista? Demita!”

A divulgação do vídeo antecedeu outra polêmica envolvendo a deputada estadual eleita.

Após a vitória de Lula no segundo turno, realizado no domingo (25), Jessicão publicou uma mensagem incentivando empresários e empregadores a demitir funcionários que votaram no presidente reeleito.

Na publicação, a vereadora também aconselhou seus seguidores a deixar de contratar prestadores de serviços, como barbeiros, e a romper relações de amizade com pessoas identificadas como petistas.

A mensagem utilizava repetidamente a palavra "demita" e afirmava que os votos dados ao PT prejudicariam os negócios, as famílias e a vida dos brasileiros.

A manifestação levou o Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) a abrir uma investigação para apurar possível assédio eleitoral e incentivo à discriminação por posicionamento político.

Especialistas em direito do trabalho ouvidos pelo UOL explicaram que dispensas motivadas pela preferência política de trabalhadores podem ser consideradas discriminatórias, com possibilidade de responsabilização trabalhista e civil. A eventual responsabilização de quem incentiva essas práticas depende da análise jurídica de cada caso.

 
 
 
 
 
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