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Alunos ameaçam professores petistas e falam em ataque a escola no Paraná: “Espero que todos os petistas morram”

Mensagens compartilhadas em grupo de WhatsApp mencionam explosivos e ameaças contra professores supostamente apoiadores de Lula; colégio afirma ter identificado os envolvidos e aplicado medidas disciplinares

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO - DAVI MARTINS
27/10/2026 às 17h35
Alunos ameaçam professores petistas e falam em ataque a escola no Paraná: “Espero que todos os petistas morram”
As conversas, divulgadas nesta terça-feira (27), teriam ocorrido em um grupo privado de WhatsApp formado por alunos da instituição. Foto: Reprodução/D'Ponta News

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Mensagens com ameaças de morte contra professores e referências a um possível ataque ao Colégio Pro, instituição particular de ensino localizada em Maringá, no Norte do Paraná, provocaram preocupação entre pais e responsáveis por estudantes. As conversas, divulgadas nesta terça-feira (27), teriam ocorrido em um grupo privado de WhatsApp formado por alunos da instituição.

Em uma das mensagens, um estudante declara: “Espero que todos os petistas morram”. O conteúdo também menciona a possibilidade de colocar explosivos nos banheiros do colégio e atacar professores que, segundo os próprios participantes do grupo, teriam manifestado apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as eleições de 2026.

O grupo, identificado como “Fora Lula no Pro”, também teria sido utilizado para elaborar uma lista de professores considerados simpatizantes do Partido dos Trabalhadores. As mensagens e os áudios circularam pelas redes sociais e chegaram ao conhecimento de familiares de estudantes, provocando preocupação com a segurança da comunidade escolar.

A divulgação das conversas gerou questionamentos sobre a gravidade das ameaças e as providências adotadas pela direção da instituição. Até o momento, não há confirmação pública de que os estudantes possuíssem explosivos ou de que houvesse um plano de ataque em condições de ser executado.

Colégio identifica envolvidos e aplica medidas disciplinares

Conforme informações divulgadas pelo jornalista Angelo Rigon, o Colégio Pro se manifestou oficialmente nesta terça-feira (27), confirmando que alunos trocaram mensagens de teor violento, incluindo ameaças, em um grupo privado de WhatsApp.

Em nota, a instituição repudiou qualquer forma de violência, ameaça ou intolerância e afirmou que tomou providências imediatamente após ter conhecimento da situação.

Segundo o comunicado, a direção identificou os estudantes envolvidos, conversou individualmente com cada um deles, convocou os responsáveis e realizou reuniões com todas as famílias. Também foram aplicadas medidas pedagógicas e disciplinares previstas no regimento escolar.

Após avaliar o conteúdo das mensagens e as circunstâncias do episódio, a instituição informou que não identificou risco real à segurança dos alunos, professores ou funcionários.

Escola pede preservação da identidade dos adolescentes

Ainda segundo as informações publicadas por Angelo Rigon, o colégio destacou que, por envolver adolescentes, os detalhes sobre o caso e a identidade dos estudantes permanecem restritos à instituição e às respectivas famílias, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A direção também solicitou que nomes, imagens e capturas de tela que permitam identificar os envolvidos não sejam compartilhados, reforçando a necessidade de preservar a privacidade dos estudantes.

O Colégio Pro afirmou ainda que não possui posicionamento político-partidário e que respeita diferentes opiniões, mas ressaltou que nenhuma posição ideológica pode ser defendida por meio de ameaças ou agressões.

Apesar da repercussão das mensagens, a instituição informou que as atividades escolares seguem normalmente e colocou a direção à disposição das famílias para esclarecimentos.

O episódio reacende a preocupação com ameaças de violência no ambiente escolar e evidencia a importância de distinguir divergências políticas de manifestações de intimidação e ameaças contra integrantes da comunidade educacional

Com informações de D'Ponta News e Angelo Rigon.