DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Quase dois anos após o assassinato de Roberto Carlos Barbosa, espancado até a morte em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento no crime. A ação ocorreu no início da noite desta quarta-feira (14), após uma investigação que reuniu dados de geolocalização, mensagens de celular e outros elementos de prova para identificar os envolvidos.
O homicídio aconteceu em 29 de novembro de 2024, por volta das 19h57, na Rua Antônio Franke, no bairro Chapada. Segundo a Polícia Civil, Roberto foi retirado à força de sua residência e agredido por um grupo de indivíduos após um desentendimento anterior envolvendo uma terceira pessoa.
As investigações apontaram que os agressores teriam exigido que a vítima pedisse desculpas. Diante da recusa, Roberto foi arrastado para fora da casa e espancado com socos e chutes, principalmente na região da cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos.
O trabalho investigativo foi conduzido pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, sob responsabilidade do delegado Luis Timossi.
De acordo com a corporação, um dos investigados utilizava tornozeleira eletrônica na época do assassinato. A análise dos dados de geolocalização teria confirmado sua presença no endereço onde o crime aconteceu, no horário das agressões. Após o homicídio, o suspeito ainda teria rompido a cinta do equipamento de monitoramento.
O segundo investigado foi identificado durante outras diligências policiais. Ele já estava preso por delitos anteriores e teve um novo mandado de prisão preventiva expedido em razão do assassinato de Roberto.
Durante a análise de seu telefone celular, os investigadores encontraram mensagens relacionadas ao crime e uma fotografia registrada logo após as agressões. Conforme a Polícia Civil, a imagem mostraria o suspeito com vestígios de sangue em um dos pés.
As apurações também revelaram que um dos investigados é suspeito de participação em outro assassinato ocorrido em Ponta Grossa, menos de um mês depois da morte de Roberto.
O caso foi registrado em 23 de dezembro de 2024 e teve como vítima Juliano Padilha da Silva Cordeiro, morto após ser atingido por golpes de faca.
Com os elementos reunidos ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos dois suspeitos, medida autorizada pelo Poder Judiciário e cumprida nesta quinta-feira.
A corporação destacou que segue trabalhando na elucidação de crimes contra a vida e na responsabilização dos envolvidos. Os investigados permanecem à disposição da Justiça.
Com informações de Diário dos Campos.