DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Três crianças perderam a vida após serem atingidas por traves de futebol no Paraná somente em 2026. O caso mais recente aconteceu no domingo (11), em Imbaú, nos Campos Gerais, onde Heloíse da Silva Cruz, de apenas 3 anos, morreu após uma estrutura cair sobre ela durante uma festa em comemoração ao Dia das Crianças. Outras duas mortes semelhantes foram registradas no primeiro semestre, em escolas dos municípios de Marquinho e Prudentópolis.
De acordo com informações da Polícia Civil, Heloíse participava de uma comemoração comunitária no espaço conhecido como Campo do Bonifácio quando uma trave de futebol tombou e atingiu sua região abdominal. A menina foi socorrida pelos próprios pais e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e deverá ouvir testemunhas para esclarecer como a estrutura caiu e apurar eventuais responsabilidades. Até o momento, não foram divulgadas conclusões sobre a investigação.
A morte de Heloíse é o terceiro caso semelhante registrado no Paraná em 2026, conforme levantamento divulgado pelo g1.
O primeiro aconteceu em fevereiro, em uma escola municipal rural de Marquinho, na região central do estado. Um menino de 7 anos morreu após ser atingido por uma trave durante atividades realizadas com sua turma na quadra esportiva. Segundo a prefeitura, a criança havia se pendurado na estrutura, que acabou tombando sobre ela.
Em abril, outra tragédia aconteceu em uma escola particular de Prudentópolis. Sofia Aparecida Iaciuk, de apenas 3 anos, foi atingida por uma trave que caiu após outras crianças se pendurarem no equipamento durante uma atividade recreativa.
Equipes de socorro tentaram reanimar Sofia durante aproximadamente uma hora, mas a menina não resistiu. Os dois acidentes aconteceram dentro de instituições de ensino.
Além dos três casos registrados em 2026, pelo menos outras quatro mortes provocadas pela queda de traves de futebol ocorreram no Paraná desde 2022.
Em novembro de 2025, Eliedson Maciel dos Santos, de 12 anos, morreu após uma trave cair sobre ele durante um treino de futsal em Ibema, no Oeste do estado. Segundo a prefeitura, o menino havia se pendurado na estrutura.
Quatro meses antes, em julho de 2025, Alan José Rodrigues, de 13 anos, morreu após ser atingido na cabeça por uma trave enquanto jogava futebol em uma aldeia indígena de Chopinzinho, no Sudoeste paranaense.
Em dezembro de 2024, Sofia Barbosa Bonetti, de 6 anos, morreu após ser atingida por uma trave enquanto brincava com o irmão na zona rural de Realeza.
Outro caso aconteceu em outubro de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Kauan Felipe Teixeira, de 14 anos, morreu após ser atingido no tórax por uma trave de futebol enquanto brincava em um campo durante a comemoração do próprio aniversário.
Os registros evidenciam a repetição de acidentes fatais envolvendo estruturas esportivas, especialmente em locais frequentados por crianças e adolescentes.
A menina Heloíse da Silva Cruz foi sepultada na tarde de segunda-feira (12), no Cemitério São José. A morte da criança provocou manifestações de pesar na comunidade.
Em nota oficial, a Prefeitura de Imbaú lamentou o falecimento e anunciou o cancelamento da festa do Dia das Crianças que seria realizada na segunda-feira, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida.
A administração municipal informou que a decisão foi tomada em respeito ao luto da família e da comunidade. Uma nova data para a comemoração deverá ser divulgada posteriormente pelos canais oficiais.
Enquanto familiares e moradores lamentam a perda, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da queda da estrutura que provocou a morte da menina.
Com informações de G1 Paraná.