DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) denunciou ter recebido ameaças de morte e violência sexual após a circulação de uma publicação atribuída a ela nas redes sociais. Segundo a política, os ataques aumentaram depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um conteúdo no qual ela supostamente defenderia o fechamento de igrejas no Brasil.
Ana Elisa nega ter feito a publicação e afirma que passou a enfrentar uma onda de ataques virtuais, incluindo mensagens com ameaças à sua integridade física. A situação teria se agravado após o resultado das eleições, quando conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a deputada eleita relatou que sua equipe precisou desativar o perfil dela no X, antigo Twitter, diante da frequência das mensagens recebidas.
"Minha equipe desativou minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaças de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e de estupro", declarou.
A controvérsia começou após a circulação de uma suposta postagem de 2022, atribuída a Ana Elisa, na qual ela teria solicitado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o fechamento de igrejas.
O conteúdo foi compartilhado por Nikolas Ferreira, que, segundo o relato apresentado, afirmou ter influenciado eleitores por meio da publicação.
Ana Elisa contesta a autenticidade da mensagem e informou que pretende levar o episódio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela também afirmou que os ataques ultrapassaram os limites das divergências políticas.
Durante o pronunciamento, Ana Elisa citou Nikolas Ferreira, Gleidson e Eduardo Azevedo como responsáveis, em sua avaliação, pela divulgação do conteúdo que teria impulsionado os ataques.
"Se qualquer coisa acontecer comigo, atribuam a conta de Nikolas Ferreira, Gleidson e Eduardo Azevedo", afirmou.
A deputada eleita também relatou que passou a ser alvo de montagens com sua imagem, publicações ofensivas e mensagens de intimidação.
Segundo ela, a situação é especialmente preocupante por envolver violência direcionada a uma mulher negra que participa da política.
Conforme informações atribuídas ao Metrópoles, Ana Elisa procurou a Polícia Civil para denunciar as ameaças recebidas. O caso estaria sob investigação.
A parlamentar eleita afirmou ainda que não contava com uma estrutura específica de segurança pessoal no momento em que gravou o vídeo e manifestou preocupação com a possibilidade de agressões.
As ameaças relatadas e a autenticidade da publicação atribuída à deputada eleita são questões distintas, que dependem de apuração. As declarações de Ana Elisa sobre a responsabilidade de terceiros representam sua versão dos acontecimentos e não constituem conclusão policial ou judicial.
Com informações de Metrópoles.