DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
CORNÉLIO PROCÓPIO - Uma moradora de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro do Paraná, precisou se manifestar publicamente após ter sua imagem associada a um vídeo íntimo que viralizou nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. Identificada pelas iniciais C.S.G., a mulher negou qualquer envolvimento com as gravações e denunciou que fotografias suas e de familiares estavam sendo compartilhadas junto ao conteúdo.
As imagens mostram um casal em situação íntima sobre o capô de um carro e, em outro momento, um homem aparentemente ferido e ensanguentado. O material passou a circular acompanhado de relatos sobre uma suposta traição que teria terminado em agressão. Entretanto, não há confirmação oficial sobre as circunstâncias do episódio ou mesmo de que os fatos tenham ocorrido em Cornélio Procópio.
Diante da repercussão e da associação de sua identidade às gravações, C.S.G. publicou um vídeo nas próprias redes sociais, no qual aparece visivelmente abalada, desmente os boatos e afirma ter tomado providências para identificar os responsáveis pela divulgação das informações falsas.
“Eu venho aqui falar com vocês porque chegou ao meu conhecimento... A minha fala está até complicada, porque estou muito triste, já chorei, já pedi a Deus, falei com meu pastor. Tem um vídeo, totalmente desagradável, de um casal em desentendimento, com problemas na família, e não sou eu. Não tenho nada a ver com isso. Mas estão colocando vídeos, imagens minhas e da minha família. Eu já tomei as providências”, afirmou.
As gravações que ganharam repercussão mostram um casal mantendo relações sexuais sobre o capô de um veículo, em uma rua aparentemente isolada, cercada por vegetação e sem residências próximas. Em outras imagens que circulam junto com a gravação, um homem é visto ensanguentado.
O conteúdo passou a ser compartilhado acompanhado de uma narrativa segundo a qual a mulher estaria traindo o marido, que teria surpreendido o casal e agredido o suposto amante. Apesar da circulação dessa versão, não há confirmação de que os acontecimentos tenham ocorrido dessa maneira.
À Folha Extra, o repórter Wagner Alexandre, de Cornélio Procópio, relatou que, segundo informações obtidas junto a investigadores da Polícia Civil, o episódio não teria ocorrido no município.
Ainda conforme o jornalista, policiais teriam consultado a placa de uma motocicleta que aparece nas gravações e identificado que o veículo estaria registrado em Minas Gerais.
A informação, contudo, não permite determinar onde as imagens foram produzidas, uma vez que o registro de um veículo em determinado estado não comprova sua localização no momento dos fatos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem das gravações ou as circunstâncias do episódio.
Em meio à circulação das imagens, a moradora C.S.G. descobriu que sua identidade estava sendo associada ao conteúdo. Segundo ela, pessoas passaram a compartilhar fotografias suas e de familiares, apontando-a falsamente como a mulher que aparece no vídeo.
A situação levou a moradora a gravar um pronunciamento público para esclarecer os fatos e tentar interromper a disseminação dos boatos.
“Venho esclarecer que os vídeos e imagens que estão circulando não são meus, não são do meu marido e não têm nenhuma relação com a minha família. Estão associando falsamente essas imagens ao nosso nome e ao nosso relacionamento”, declarou.
Visivelmente abalada, a mulher relatou o sofrimento provocado pela exposição e afirmou ter buscado apoio religioso diante da situação.
“Eu venho aqui falar com vocês porque chegou ao meu conhecimento... A minha fala está até complicada, porque estou muito triste, já chorei, já pedi a Deus, falei com meu pastor. Tem um vídeo, totalmente desagradável, de um casal em desentendimento, com problemas na família, e não sou eu. Não tenho nada a ver com isso. Mas estão colocando vídeos, imagens minhas e da minha família. Eu já tomei as providências”, afirmou.
A moradora também declarou que está adotando medidas para identificar os responsáveis pela divulgação das publicações que associam sua imagem ao episódio.
Ao final do pronunciamento, pediu apoio às pessoas que a conhecem e reforçou que não possui qualquer relação com as gravações.
“Você que me conhece sabe muito bem que não sou eu. Acho que nem precisava fazer esse vídeo, mas fui orientada assim, e assim estou fazendo. E não sou eu. Gostaria que você orasse por mim, que toda difamação caia por terra, em nome de Jesus”, declarou.
O caso chama atenção para os impactos da divulgação de informações não verificadas nas redes sociais, especialmente quando pessoas são identificadas sem comprovação e têm sua imagem vinculada a situações de caráter íntimo.
A divulgação não consentida de imagens íntimas pode configurar crime, assim como determinadas condutas de exposição e ofensa à honra, dependendo das circunstâncias. O compartilhamento de informações falsas também pode gerar responsabilização civil pelos danos provocados.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o episódio mostrado nas gravações tenha ocorrido em Cornélio Procópio, tampouco de que a moradora tenha qualquer ligação com os fatos.