DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições deste domingo (4), com 50,10% dos votos. A partir de janeiro de 2027, o novo chefe do Executivo estadual terá pela frente desafios que passam pela saúde, fornecimento de energia, eventos climáticos extremos, segurança pública e relação com o governo federal.
Moro superou Sandro Alex (PSD), que terminou a disputa com 25,36%, e Requião Filho (PDT), com 23,47%. Em sua primeira manifestação após a vitória, o governador eleito prometeu uma gestão “honesta e eficiente” e afirmou que pretende enfrentar gargalos econômicos e tornar o Paraná mais seguro.
Durante a campanha, o combate à corrupção foi uma das principais bandeiras do ex-juiz, que propôs a criação de uma Agência Estadual de Combate à Corrupção.
A saúde aparece entre os principais desafios. Pesquisa Quaest divulgada em agosto apontou que 28% dos entrevistados consideravam o setor o maior problema do Paraná.
Entre as propostas de Moro está a criação da chamada Tabela SUS Paranaense. A ideia é complementar com recursos estaduais os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde, priorizando regiões com maior demanda.
Segundo o plano de governo, a meta é dobrar o número de cirurgias eletivas e reduzir a espera por procedimentos.
Outro problema que deverá entrar na agenda do novo governo é a qualidade do fornecimento de energia pela Copel, privatizada em 2023.
Quedas prolongadas têm provocado reclamações e prejuízos principalmente no setor produtivo. Na semana passada, por exemplo, um produtor de São João do Ivaí estimou prejuízo de R$ 2 milhões após uma interrupção no fornecimento resultar na morte de cerca de 400 peixes.
Durante a campanha, Moro defendeu maior fiscalização sobre o serviço prestado pela companhia e afirmou que consumidores prejudicados devem ser ressarcidos.
Os eventos climáticos extremos também representam um desafio crescente. Nos últimos meses, diferentes regiões do Paraná enfrentaram temporais acompanhados de chuvas intensas, granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h.
Os episódios provocaram alagamentos, quedas de árvores, danos em imóveis e plantações, interrupções no fornecimento de energia e problemas em rodovias.
No plano de governo, Moro prevê uma rede de resposta às famílias atingidas por enchentes e outros eventos extremos, integrada à Defesa Civil e aos municípios. Para o campo, a proposta é ampliar medidas de resiliência climática.
Na segurança pública, um dos principais desafios será reduzir a violência contra as mulheres. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública apontam que o Paraná está entre os estados com maior número de feminicídios do país.
Somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 55 casos.
Moro propõe criar um protocolo estadual para padronizar o atendimento às vítimas entre forças policiais, assistência social, saúde e Justiça. Durante a campanha, também defendeu a construção de um presídio de segurança máxima no estado.
O resultado do segundo turno presidencial também deverá influenciar o início do novo governo estadual. Moro fez campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) e adotou discurso de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Independentemente de quem vencer a disputa presidencial, porém, Paraná e União terão de manter interlocução em áreas que dependem de investimentos e ações conjuntas, especialmente infraestrutura, saúde e educação.
Com mandato de quatro anos pela frente, Moro assume em janeiro com o desafio de transformar as principais propostas apresentadas durante a campanha em políticas públicas e, ao mesmo tempo, responder a problemas que já pressionam diferentes regiões do Paraná.
Com informações de G1 Paraná.