DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
RIBEIRÃO CLARO - Quatro pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) contra a comercialização e aplicação irregular de medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro. A ação aconteceu na quinta-feira (17) e resultou na apreensão de centenas de frascos e ampolas.
Os presos têm entre 46 e 59 anos. A operação foi realizada para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Ribeirão Claro.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a venda e a aplicação irregular de medicamentos injetáveis de marcas conhecidas, além de outros produtos sem procedência legal.
As buscas foram realizadas simultaneamente em diferentes endereços. Conforme o delegado Pedro Caprio, os policiais encontraram medicamentos armazenados de forma inadequada, produtos destinados à comercialização e materiais utilizados para aplicação das substâncias.
No Centro da cidade, um homem de 47 anos foi preso depois que os agentes encontraram frascos de tirzepatida armazenados em sua geladeira, segundo a PCPR, em desacordo com a legislação.
Uma mulher de 46 anos também foi presa após apresentar medicamentos para venda durante uma ação de investigação. Na residência dela, foram encontradas ampolas de tirzepatida, peptídeos e estimulador de colágeno, além de recipientes térmicos e embalagens utilizadas para comercialização. À p olícia, ela afirmou que trazia os produtos do Paraguai.
Em outro endereço, uma mulher de 59 anos foi presa após os policiais encontrarem mais de 250 frascos e ampolas de diferentes marcas e variações. Ela também declarou que adquiria os produtos no Paraguai.
A quarta presa, de 51 anos, foi autuada no endereço utilizado como local de atendimento e residência. Durante as buscas, a Polícia Civil apreendeu ampolas, dezenas de frascos vazios, seringas e agulhas.
Os agentes também encontraram um caderno com anotações relacionadas ao controle financeiro das aplicações realizadas em clientes. Segundo a PCPR, a mulher afirmou que adquiria os produtos por meio de um grupo de mensagens.
Os quatro investigados foram presos em flagrante e encaminhados ao sistema penitenciário. Eles foram autuados pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, relacionado à falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
As prisões em flagrante não representam condenação. O caso segue sob responsabilidade das autoridades competentes para os demais procedimentos legais.