Política Regional NORTE PIONEIRO
Vereadores aprovam vale-alimentação de R$ 1 mil e causam revolta em cidade da região
Situação aconteceu em Cornélio Procópio durante sessão extraordinária durou sete minutos e projeto que beneficia os parlamentares foi aprovado com apenas um voto contrário
10/09/2026 16h08
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com CBN
Foto: Divulgação.

Redação - Folha Extra

CORNÉLIO PROCÓPIO - Os 13 vereadores de Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, aprovaram durante uma sessão extraordinária realizada na quarta-feira (9) um projeto de lei que cria um vale-alimentação de R$ 1 mil mensais para os próprios parlamentares. A reunião foi realizada de forma remota e durou cerca de sete minutos e causou revolta entre a população.

A discussão e a votação do projeto ocorreram em menos de 30 segundos. A proposta recebeu 12 votos favoráveis e apenas um contrário, do vereador Rafael Hannouche (PSD).

A vereadora Thais Takahashi (Solidariedade), que votou pela aprovação, afirmou durante a sessão que não vê problema na criação do benefício. Ela também declarou que não precisa do valor e que pretende doar o dinheiro que receber por meio do auxílio.

Após a manifestação, o vereador Emerson Bochecha (PV), que também votou favoravelmente ao projeto, pediu a palavra para criticar a colega. Segundo ele, a declaração de Thais teria sido oportunista e teria como objetivo desmoralizar os demais vereadores.

O projeto é de autoria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cornélio Procópio. Na justificativa apresentada pela Casa, é citado o subsídio mensal dos vereadores, atualmente de pouco mais de R$ 6,6 mil. O documento afirma que o valor estaria defasado e que o vale-alimentação serviria como complemento.

Conforme a proposta aprovada, o benefício será pago a partir de 2027. O custo anual estimado para os cofres públicos é de aproximadamente R$ 160 mil, considerando os 13 parlamentares.

A Câmara informou ainda que possui previsão orçamentária para custear o benefício. O vale-alimentação será destinado aos vereadores durante o exercício do mandato, conforme as regras estabelecidas pela legislação aprovada.

A aprovação ocorreu em uma sessão extraordinária convocada especificamente para tratar da proposta, com os parlamentares participando remotamente, situação que acabou gerando revolta entre a população do município.