Redação - Folha Extra
PONTA GROSSA - O governador do Paraná, Ratinho Junior, participou nesta semana da apresentação oficial da nova fase da Esmagadora Campos Gerais, em Ponta Grossa, empreendimento assumido por sete cooperativas paranaenses e considerado um dos maiores projetos de intercooperação do agronegócio brasileiro. O encontro reuniu lideranças do setor cooperativista, representantes do Sistema Ocepar e dirigentes das cooperativas sócias do complexo industrial, que iniciou as operações sob a nova gestão no início de agosto.
A unidade industrial passou a ser administrada pelas cooperativas Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus. Juntas, elas representam cerca de 57 mil cooperados, empregam aproximadamente 16 mil colaboradores, cultivam 2,1 milhões de hectares e movimentam mais de R$ 47 bilhões por ano em faturamento.
Durante a apresentação do empreendimento, Ratinho Junior destacou a importância do cooperativismo para a economia do Paraná e o papel estratégico dos investimentos voltados à industrialização da produção agropecuária. O projeto amplia a capacidade de processamento de soja no Estado e fortalece a agregação de valor à matéria-prima produzida pelos cooperados.
A operação marca uma nova etapa para o complexo industrial, que anteriormente pertencia à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC). A transferência da gestão foi oficializada em 1º de agosto e a produção teve início dois dias depois, já sob o comando das cooperativas paranaenses.
A Frísia Cooperativa Agroindustrial foi escolhida para liderar a gestão da Esmagadora Campos Gerais. O superintendente da cooperativa, Mario Dykstra, afirmou que o empreendimento representa um avanço na integração entre as cooperativas e reforça o modelo de intercooperação adotado no Paraná.
Localizada em uma área de 58,08 hectares, a unidade possui estrutura voltada à recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas. O complexo também conta com setores de preparação da soja, extração de óleo e farelo, degomagem e envase de lecitina, além de refinaria própria. Cerca de 200 trabalhadores atuam diretamente nas operações da planta industrial.
Segundo informações da Frísia, a produção será direcionada principalmente ao óleo de soja degomado, utilizado na fabricação de biocombustíveis, e ao farelo de soja destinado aos mercados interno e externo. A unidade também produzirá lecitina e casca de soja, matérias-primas utilizadas pelas indústrias de alimentos e de nutrição animal.