DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Um pastor é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por suspeita de abusos sexuais contra adolescentes que frequentavam uma igreja em Curitiba. Os relatos apontam que parte dos episódios teria ocorrido durante atividades religiosas em que os jovens dormiam no local. Ao apresentar sua versão à polícia, a defesa do religioso alegou que ele é sonâmbulo.
As denúncias atualmente investigadas envolvem fatos que teriam ocorrido entre 2012 e 2018. No entanto, um homem de 39 anos, atualmente morador de São Paulo, afirma ter sido vítima do mesmo pastor ainda em 2002, quando tinha 15 anos.
Identificado como José pela reportagem da Ric RECORD, ele contou ao repórter Ricardo Pereira que conheceu o religioso durante a adolescência e passou a considerá-lo uma referência espiritual e pessoal.
Segundo o relato, o suposto abuso aconteceu durante uma noite em que ele dormia na igreja. José afirma que acordou e percebeu que o pastor praticava um ato sexual contra ele.
“Eu acordei naquela noite e ele fazendo sexo oral em mim. Lembrando que eu tinha 15 anos, eu ainda era virgem”, relatou.
José afirmou que decidiu tornar o episódio público depois de tomar conhecimento de outras denúncias envolvendo adolescentes. Para ele, revelar o que teria acontecido pode encorajar outras possíveis vítimas a procurar as autoridades.
“Eu fui vítima disso e, se a gente conseguir fazer com que todos que passaram por essa situação consigam dar o seu depoimento, isso vai se tornar algo muito grande”, afirmou.
Outros jovens também relataram comportamentos atribuídos ao pastor. Um deles afirmou que o religioso buscava contato físico frequente, com abraços por trás e tentativas de tocá-lo por baixo da roupa.
A reportagem também apresentou mensagens que teriam sido trocadas entre o pastor e adolescentes. Em uma das conversas, o religioso pergunta a um jovem se ele já havia tomado banho e se gostaria de tomar naquele momento.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos episódios relatados e a relação mantida pelo pastor com os adolescentes que frequentavam o ambiente religioso.
Questionado no decorrer da investigação, o pastor apresentou sua versão sobre os episódios. Conforme divulgado pela reportagem, a defesa alegou que o religioso é sonâmbulo e que poderia apresentar determinados comportamentos enquanto estivesse dormindo.
A alegação integra a versão apresentada pelo investigado e será considerada no decorrer da apuração. Até o momento, as acusações permanecem sob investigação e não há condenação pelos fatos relatados.
A Polícia Civil segue responsável pela apuração do caso, que deverá esclarecer as circunstâncias das denúncias e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Com informações de A Rede e Portal Banda B.