Redação - Folha Extra
CAMPOS GERAIS - A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) está orientando as prefeituras da região a reforçarem as medidas de prevenção e preparação diante dos possíveis impactos provocados pelo fenômeno El Niño. A iniciativa tem como base o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos, elaborado pela Associação Brasileira de Municípios (ABM) para auxiliar as administrações municipais no planejamento, na resposta a emergências e na recuperação de áreas afetadas por desastres naturais.
A divulgação do material ocorre em um momento de atenção às previsões climáticas para os próximos meses. De acordo com especialistas, o El Niño pode intensificar a ocorrência de chuvas acima da média na Região Sul do Brasil, aumentando os riscos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e outros eventos extremos que podem causar prejuízos à população e à infraestrutura urbana.
Segundo a AMCG, o guia reúne orientações voltadas à organização das ações municipais antes, durante e após situações de emergência. O documento destaca a necessidade de integração entre a Defesa Civil e os diversos setores da administração pública para ampliar a capacidade de resposta dos municípios em cenários de crise.
Entre as medidas recomendadas estão o mapeamento de áreas de risco, a identificação de populações vulneráveis, a atualização dos planos de contingência e a definição prévia de locais para abrigos temporários. O material também orienta as prefeituras sobre a preparação de equipes, equipamentos e procedimentos para contratações emergenciais quando necessário.
O presidente da AMCG e prefeito de Sengés, Gerson Nunes, destacou a importância do planejamento preventivo para reduzir os impactos causados por eventos climáticos extremos. De acordo com ele, os municípios desempenham papel fundamental na proteção da população e precisam estar preparados para agir de forma rápida e coordenada diante de situações de emergência.
Durante ocorrências climáticas severas, o guia recomenda a instalação de gabinetes de crise, a evacuação de áreas de risco, a manutenção dos serviços essenciais e a adoção de estratégias de comunicação para orientar a população. O documento também apresenta orientações para a fase pós-emergência, incluindo avaliação de danos, retomada dos serviços públicos, apoio às famílias atingidas e reconstrução das áreas afetadas.