O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) afirmou neste sábado (1º), em Curitiba, que confia na Justiça Eleitoral e acredita que estará apto a disputar as eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista concedida após a convenção estadual que oficializou a candidatura do senador Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná.
Ao comentar a situação de sua candidatura, Dallagnol afirmou que não trabalha com a hipótese de ter o registro negado e demonstrou confiança de que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) confirmará sua participação no pleito.
Durante a entrevista, o ex-procurador da República também fez referência à pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT), afirmando que estará nas urnas em 2026 "para a tristeza" da adversária política. Segundo ele, sua condição jurídica permite disputar normalmente as eleições.
Dallagnol integra a aliança formada por Novo, PL, Podemos e Democracia Cristã (DC), que apoia a candidatura de Sergio Moro ao governo estadual. Na composição da chapa, ele concorre ao lado do deputado federal Filipe Barros (PL).
A possibilidade de Deltan Dallagnol disputar as eleições voltou ao centro do debate político desde maio de 2023, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a cassação de seu mandato como deputado federal.
Na ocasião, o TSE entendeu que o então procurador da República solicitou exoneração do Ministério Público Federal enquanto ainda existiam procedimentos administrativos que, em tese, poderiam resultar em sanções disciplinares capazes de enquadrá-lo nas hipóteses de inelegibilidade previstas pela Lei da Ficha Limpa. Segundo a decisão da Corte, a saída antecipada teria ocorrido para evitar uma eventual inelegibilidade.
Apesar da perda do mandato, a decisão não declarou Dallagnol inelegível. Com base nesse entendimento, a defesa sustenta que o ex-deputado mantém seus direitos políticos preservados e, por isso, reúne condições legais para registrar candidatura nas eleições de 2026.
Embora Dallagnol demonstre confiança em disputar o pleito, a confirmação de sua participação dependerá da análise do pedido de registro de candidatura pela Justiça Eleitoral. Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral avaliar o cumprimento de todos os requisitos legais antes de autorizar oficialmente sua presença nas urnas.
Enquanto isso, o ex-deputado mantém sua agenda política e participa das articulações da aliança que pretende disputar o comando do Governo do Paraná nas eleições do próximo ano.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo Portal Nosso Dia.