DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
NOVA FÁTIMA - Um fazendeiro foi multado em R$ 80 mil após ser flagrado mantendo gado em uma Área de Preservação Permanente (APP) embargada no município de Nova Fátima, no Norte Pioneiro do Paraná. A infração foi constatada pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), durante uma fiscalização realizada na segunda-feira (27), dentro da Operação Protetor dos Biomas.
Além da multa, o proprietário rural também responderá criminalmente pelos danos ambientais. A documentação da ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil e ao Ministério Público, que darão sequência às investigações.
A operação foi desencadeada após o Instituto Água e Terra (IAT) emitir laudos técnicos produzidos por inteligência geográfica, indicando possíveis irregularidades na propriedade.
Durante a vistoria, os policiais ambientais constataram que bovinos circulavam livremente por aproximadamente 5,8 hectares de Área de Preservação Permanente, mesmo com o local já estando oficialmente embargado pelos órgãos ambientais.
Segundo a PM Ambiental, a presença contínua do rebanho impede a regeneração natural da vegetação nativa, comprometendo a recuperação do ecossistema e agravando a degradação ambiental.
As Áreas de Preservação Permanente são protegidas pela legislação brasileira por exercerem papel fundamental na conservação dos recursos hídricos, na proteção do solo, da fauna e da flora, além de contribuírem para a manutenção da biodiversidade.
Diante das irregularidades verificadas, os policiais lavraram quatro Autos de Infração Ambiental (AIA), que totalizaram R$ 80 mil em multas administrativas.
Além das penalidades financeiras, foram adotadas as medidas criminais previstas na legislação ambiental. Os relatórios produzidos durante a fiscalização foram encaminhados à Polícia Civil, que instaurará inquérito para apurar a responsabilidade do proprietário rural.
Uma notícia-crime também foi enviada ao Ministério Público, que poderá adotar novas medidas judiciais relacionadas aos danos causados à área protegida.
A ação integra a Operação Protetor dos Biomas, iniciativa que intensifica o combate aos crimes ambientais em diversas regiões do Paraná por meio de ações integradas entre forças de segurança e órgãos de fiscalização.
O trabalho utiliza imagens de satélite, geotecnologia e cruzamento de informações fornecidas pelo Instituto Água e Terra para identificar propriedades com indícios de desmatamento, degradação ambiental, ocupação irregular e descumprimento de embargos.
A Polícia Militar Ambiental reforça que áreas embargadas devem permanecer isoladas de qualquer atividade capaz de impedir sua recuperação. O descumprimento dessas determinações pode resultar em multas elevadas, responsabilização criminal e outras sanções previstas na legislação brasileira.
Com operações permanentes, o objetivo é ampliar a proteção das áreas de preservação, combater os crimes ambientais e garantir a recuperação de ecossistemas essenciais para a conservação dos recursos naturais do Paraná.
Com informações de Bem Paraná.