DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
WENCESLAU BRAZ - Alex dos Santos, acusado de mutilar o cachorro Neymar em Wenceslau Braz, caso que ganhou grande repercussão em todo o Norte Pioneiro, deixou a prisão após passar uma semana preso preventivamente. A Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado, que passará a responder ao inquérito em liberdade enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações. Alex deixou a Depen de Wenceslau Braz na noite desta segunda-feira (06).
Em entrevista exclusiva à reportagem da Folha, o advogado da defesa, Renan de Oliveira, explicou que a decisão judicial não analisou o mérito da investigação, ou seja, não discutiu se Alex é culpado ou inocente, mas apenas a necessidade da manutenção da prisão preventiva. Segundo o advogado, o Juízo de Garantias entendeu que não havia elementos que demonstrassem risco de fuga por parte do investigado.
"O juiz entendeu que não houve fuga. Desde o primeiro contato com a Polícia Civil, ele prestou informações e compareceu quando foi chamado. Por isso, foi concedida a liberdade provisória", afirmou.
Ainda de acordo com a defesa, o investigado não precisará usar tornozeleira eletrônica. Como medidas cautelares, ele deverá comparecer uma vez por mês ao fórum para informar suas atividades e está proibido de manter contato com as testemunhas do caso.
Renan explicou que o investigado será ouvido novamente pela Polícia Civil na próxima quinta-feira (9). Após esse depoimento, a expectativa da defesa é que o delegado responsável conclua o inquérito e encaminhe o procedimento ao Ministério Público, que decidirá sobre os próximos passos da investigação.
Apesar da decisão, o advogado ressaltou que a investigação segue normalmente e que a liberdade provisória não representa o encerramento do caso nem uma conclusão sobre a responsabilidade do investigado.
Segundo a defesa de Alex dos Santos, até o momento não existem provas concretas que comprovem o envolvimento dele na mutilação do cachorro Neymar. Em entrevista concedida à Folha na semana passada, a esposa do investigado, Maily Oliveira, afirmou que a família acredita na inocência de Alex e que ele estaria sendo julgado antes mesmo da conclusão das investigações.
Durante a entrevista, Maily já havia sustentado que Alex nunca tentou fugir, e que a família foi surpreendida com a prisão. Ela também afirmou acreditar que o marido foi preso injustamente e disse confiar que a inocência dele será comprovada ao longo do processo.
“No dia que aconteceu isso, meu marido estava trabalhando em um sítio. O contratante é uma testemunha que prova a inocência dele. Ele chegou tarde naquele dia”, contou.
Durante a entrevista, Maily também disse que, durante seu depoimento, ouviu de um dos responsáveis pela oitiva que não havia provas concretas contra o marido. Segundo ela, o caso é sustentado por denúncias e relatos de moradores.
"Eles falaram que não existem provas concretas. Têm as denúncias, mas são denúncias de vizinhas que disseram, inclusive está no processo, que acham que foi o meu marido. A terceira denúncia é de outra vizinha que sabe que é ele porque as outras disseram", relatou.