DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou à Justiça o empresário Oséias Gomes de Moraes, fundador e CEO da Odonto Excellence, pelo assassinato de José Claiton Leal Machado, ex-diretor da empresa morto em abril de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
De acordo com a denúncia, a promotoria concorda com as conclusões da Polícia Civil e sustenta que o empresário foi o mandante do crime. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado pelo receio de Oséias perder o controle da rede de franquias odontológicas, que possui mais de mil unidades no Brasil e no exterior.
O MP pede que o empresário seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, circunstâncias que podem resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão. A promotoria também solicita indenização mínima de R$ 1 milhão aos familiares da vítima por danos morais, psicológicos e patrimoniais.
Conforme a denúncia, os conflitos entre Oséias e José Claiton se intensificaram após uma suposta promessa de participação societária que não teria sido cumprida. O Ministério Público afirma ainda que o empresário passou a enxergar o ex-diretor como uma ameaça aos seus interesses empresariais, especialmente durante o processo de divórcio envolvendo sua então esposa, que também era sócia da empresa.
As investigações apontam que o crime teria sido planejado com a participação de intermediários e executores contratados para realizar a ação. A Polícia Civil afirma ter identificado movimentações financeiras consideradas compatíveis com o custeio da execução do homicídio.
José Claiton, conhecido como "Claus" dentro da empresa, foi morto em 19 de abril de 2022, quando chegava em casa acompanhado da filha. Segundo a polícia, ele foi surpreendido por criminosos que o aguardavam em uma emboscada. A vítima chegou a reagir, mas acabou sendo rendida e assassinada a tiros.
O inquérito foi concluído em 2026 após quatro anos de investigação, que incluiu quebra de sigilos bancários, análise de mensagens e depoimentos de testemunhas. De acordo com a Polícia Civil, familiares relataram que José Claiton havia demonstrado preocupação com sua segurança antes do crime e teria citado Oséias como alguém que poderia desejar sua morte.
A denúncia agora está sob análise do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que decidirá se aceita a acusação e transforma o empresário em réu no processo criminal.
A defesa de Oséias Gomes nega as acusações e sustenta que a versão apresentada pela investigação não corresponde aos fatos apurados nos autos.
Com informações do portal G1 Paraná.