Radar MEGAOPERAÇÃO
Integrantes do PCC são alvos de megaoperação em Arapoti, Santo Antônio da Platina e Sengés
Cerca de mil policiais participaram da Operação Panóptico, que cumpre 559 mandados contra integrantes da facção em quatro estados
15/06/2026 14h48 Atualizada há 1 hora
Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM G1 PARANÁ
Foto: PMPR

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Arapoti, Santo Antônio da Platina e Sengés estão entre as cidades paranaenses alcançadas pela Operação Panóptico, uma das maiores ofensivas já realizadas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná. A ação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das forças de segurança estaduais.

Ao todo, cerca de mil policiais foram mobilizados para cumprir 559 mandados judiciais nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. São 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão contra suspeitos investigados por envolvimento com a organização criminosa.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as investigações vêm sendo conduzidas desde o final de 2025 e identificaram a atuação de integrantes da facção em diversas regiões do estado, inclusive com ordens criminosas sendo emitidas de dentro de unidades prisionais.

A presença de Arapoti, Santo Antônio da Platina e Sengés entre os alvos da operação evidencia que o combate ao crime organizado tem alcançado também municípios do interior. Além dessas cidades, a ofensiva ocorre em dezenas de municípios paranaenses, incluindo Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cascavel.

De acordo com o MP-PR, a operação tem como objetivo responsabilizar o maior número possível de integrantes da facção, interromper suas atividades criminosas e reunir novas provas para o avanço das investigações.

“O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados”, informou o Ministério Público em nota.

Drogas, armas e dinheiro apreendidos

Durante as diligências realizadas até o final da manhã, as equipes apreenderam aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha.

Também foram recolhidas oito armas de fogo, entre elas pistolas e revólveres de diferentes calibres, além de carregadores de munição. Os agentes encontraram ainda cerca de R$ 12 mil em dinheiro.

Em Curitiba, os investigadores localizaram um imóvel utilizado para preparação de drogas, equipado com prensa e materiais para manipulação de entorpecentes.

Outro item que chamou a atenção das autoridades foi a apreensão de um dispositivo utilizado para bloquear sinais de tornozeleiras eletrônicas, equipamento que poderia ser usado para dificultar o monitoramento de investigados.

Confrontos durante a operação

Dois confrontos foram registrados durante o cumprimento dos mandados.

Em Cambé, um homem que possuía mandados de prisão por tráfico de drogas e roubo morreu após reagir à abordagem policial. Durante a ação, um policial militar foi atingido por um disparo na mão e sofreu uma lesão ocular, mas recebeu atendimento médico e está fora de perigo.

Já em Nova Londrina, outro suspeito investigado por integrar organização criminosa também morreu após confronto com as equipes de segurança.

Balanço parcial

Até o final da manhã desta segunda-feira, o Gaeco informou que aproximadamente 90% dos mandados expedidos já haviam sido cumpridos.

Dos mandados de prisão, 176 foram executados dentro de unidades prisionais e 97 contra investigados que estavam em liberdade. Os 255 mandados de busca e apreensão tiveram índice de cumprimento de 100%.

Além disso, quatro pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e outras duas por obstrução à Justiça após tentarem destruir aparelhos celulares durante as diligências.

O nome da operação faz referência ao conceito de “panóptico”, popularizado pelo filósofo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir. A ideia remete à vigilância permanente e simboliza o monitoramento das atividades criminosas promovido pelas forças de segurança.

As investigações continuam e os números da operação ainda podem ser atualizados pelas autoridades ao longo do dia.

Com informações de G1 Paraná.