Redação - Folha Extra
JAPÃO - O governo do Japão emitiu nesta segunda-feira (8) um alerta de tsunami para uma extensa faixa da costa do Pacífico após um forte terremoto atingir a região de Mindanao, no sul das Filipinas. O tremor, que teve magnitude entre 7,8 e 8,2 segundo diferentes agências sismológicas internacionais, provocou alertas em diversos países da Ásia e levou autoridades japonesas a acionarem protocolos de segurança para proteger a população costeira.
De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o terremoto ocorreu por volta das 8h37 no horário local, no mar próximo à ilha filipina de Mindanao. Após a análise dos dados sísmicos, o órgão emitiu um aviso de tsunami para áreas que se estendem da província de Ibaraki até Okinawa, alertando para a possibilidade de ondas de até um metro de altura.
As autoridades orientaram moradores de regiões costeiras, pescadores e trabalhadores do mar a se afastarem imediatamente das praias, portos e desembocaduras de rios. Em várias localidades foram acionadas sirenes de emergência e emitidas recomendações para deslocamento a áreas mais elevadas.
O alerta mobilizou equipes de defesa civil em diferentes províncias japonesas. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, mais de 195 mil pessoas receberam orientações de evacuação preventiva em municípios localizados ao longo da costa do Pacífico.
Durante o período de monitoramento, pequenas ondas de tsunami foram registradas em diversos pontos do litoral japonês. As maiores chegaram a aproximadamente 20 centímetros em localidades como as Ilhas Ogasawara, Wakayama e Miyazaki. Também foram observadas variações do nível do mar em outras regiões costeiras do país.
O terremoto causou danos significativos nas Filipinas, incluindo desabamentos de estruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e dezenas de vítimas. Autoridades filipinas confirmaram mortes e centenas de feridos nas áreas mais afetadas pelo tremor.
Horas após a emissão do alerta, a Agência Meteorológica do Japão informou que o risco de ondas mais fortes havia diminuído e cancelou os avisos de tsunami. Mesmo após o encerramento do alerta, as autoridades recomendaram cautela à população que vive ou trabalha em áreas litorâneas, uma vez que correntes marítimas anormais ainda poderiam ser registradas temporariamente.