Redação - Folha Extra
BRASIL - A Polícia Civil de Goiás apontou um adolescente de 15 anos como responsável por inserir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A informação foi divulgada em coletiva que detalhou a Operação Lex Data.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás em conjunto com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), com apoio das polícias civis de Minas Gerais, Santa Catarina e do Distrito Federal. Segundo a investigação, o jovem utilizou credenciais de servidores do Judiciário, capturadas indevidamente, para acessar sistemas como o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e o Projudi.
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Com as credenciais, o adolescente teria inserido, alterado e excluído dados oficiais. O Tribunal de Justiça de Goiás informou que apenas com uma das credenciais foram realizadas 102 movimentações no sistema, entre inserções, alterações e exclusões de mandados de prisão.
O CNJ informou que identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões em janeiro deste ano. Segundo o conselho, a investigação indicou que as ações foram realizadas com credenciais comprometidas, mas não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas.
A Polícia Civil também afirmou que o adolescente levava uma vida de luxo, com movimentação financeira incompatível com a idade, e estava fora da escola há pelo menos dois anos. Em nota, o g1 informou que os nomes dos investigados não foram divulgados, o que impediu contato para posicionamento.
A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Iporá, Goiânia e no Distrito Federal, sem prisões nesta fase. A delegada Marcela Orçai, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), afirmou que o sistema não foi invadido por falha técnica.
Segundo a delegada, a subtração das credenciais teria ocorrido após acesso a links maliciosos ou infecção por vírus. Com usuário e senha, foi possível inserir e alterar dados no sistema. O TJ-GO afirmou que as fraudes foram identificadas rapidamente e corrigidas, sem que criminosos fossem efetivamente beneficiados.