Radar INVESTIGAÇÃO
Polícia prende “Serial Killer” brasileira suspeita de matar pessoas e cachorros
Mulher acusada de matar quatro pessoas e ao menos 14 cachorros sorriu durante o depoimento prestado a Polícia Civil
16/10/2025 16h32
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com G1 Notícias
Foto: Divulgação.

Redação - Folha Extra

BRASIL - A Polícia Civil prendeu Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, acusada de envenenar e matar quatro pessoas e pelo menos 14 cachorros nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Considerada pela corporação uma “serial killer”, a mulher está detida desde julho e confessou durante depoimento ter utilizado “chumbinho” nos envenenamentos.

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As investigações, conduzidas pelo 1º Distrito Policial de Guarulhos, apontam que dez dos cães mortos eram filhotes pertencentes à irmã gêmea de Ana Paula, Roberta Cristina Veloso Fernandes, também presa por suspeita de envolvimento nos crimes. Outros quatro animais eram do ex-marido da acusada, que relatou que os cães apresentaram sintomas compatíveis com envenenamento.

Em vídeo obtido pelo g1, Ana Paula aparece sorrindo enquanto relata detalhes sobre os crimes. Segundo o delegado Halisson Ideiao Leite, a mulher admitiu que usou o mesmo veneno nos animais e nas vítimas humanas. A substância, identificada como um inseticida agrícola, foi apreendida na casa da suspeita durante operação policial.

A Polícia Civil apura se o veneno foi misturado em alimentos e bebidas consumidos pelas vítimas. Entre os mortos estão Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres. Michelle Paiva da Silva, filha de Neil, também foi presa por suspeita de participação na morte do próprio pai.

Durante as buscas, agentes resgataram três cachorros — Luna, Selena e Bob — que estavam vivos na residência e foram levados para um abrigo da Prefeitura de Guarulhos, onde aguardam adoção.

O ex-marido de Ana Paula afirmou que os quatro cães dele — Thor, Eros, Atena e Kiara — morreram após apresentarem sinais de intoxicação enquanto viviam com a mulher no Rio de Janeiro. Ele disse ter se separado há dois anos após ser ameaçado e ter a casa destruída por ela.

As defesas de Ana Paula, Roberta e Michelle não foram localizadas até a última atualização desta reportagem.