Nacional CORTE NO BENEFÍCIO
Projeto pretende cortar Bolsa Família de alunos que desrespeitarem ou agredirem professores
Proposta busca garantir mais proteção para os professores, fazendo com que os pais acompanhem de perto a conduta dos filhos para não perder benefícios sociais
30/09/2025 10h48
Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM REVISTA OESTE
Estudante atacou a diretora com uma tesoura no início deste mês em Bela Vista do Paraíso. Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO/REVISTA OESTE - FOLHA EXTRA

Famílias de estudantes podem perder benefícios sociais caso seus filhos agridam professores, tanto com violência física ou verbal. É isso que diz o Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Kim Kataguri (UNIÃO-SP) na última quarta-feira (24).

Casos de violência contra professores têm aumentado em todo o país nos últimos anos. Desde xingamentos e insultos até violências físicas são um problema encontrado frequentemente nas salas de aula, colocando a segurança dos profissionais em risco.

É exatamente a segurança dos professores que o projeto defende. Segundo Kataguri, o objetivo é dar maior proteção aos profissionais da educação. Para isso, o projeto propõe a suspensão de benefícios sociais para as famílias destes alunos, incluindo o Bolsa Família, por até 12 meses.

O texto estabelece que, se comprovada a ocorrência do ato e concluído o processo administrativo, a escola deverá notificar o Conselho Tutelar e os órgãos gestores dos benefícios para solicitar a suspensão.

“A suspensão imediata de benefícios sociais em caso de agressão visa a responsabilizar os pais ou responsáveis”, afirma o deputado na justificativa do projeto. Ele acredita que a medida pressionaria os familiares “para que acompanhem de perto a conduta dos filhos”.

NÚMEROS PREOCUPAM

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de casos de violência em escolas aumentou drasticamente nos últimos anos.

Em 2023, 3,6% das escolas do país relataram a suspensão do calendário letivo por vários dias em razão de episódios de violência, percentual bem superior ao de 2021, quando a interrupção atingiu apenas 1% das unidades escolares.

“A ausência de medidas efetivas de responsabilização acaba por favorecer a reincidência e fragilizar a autoridade docente”, diz Kagaturi. Com o projeto, o deputado espera “coibir práticas agressivas contra professores, fortalecer a disciplina escolar e garantir a preservação do ambiente educacional”.

AINDA NÃO É LEI

Portanto, vale ressaltar que o Projeto, de número 4.758/2025 ainda está em tramitação, e não se trata de uma Lei que esteja em vigor – pelo menos no momento.