Redação - Folha Extra
BRASÍLIA - O Banco Central comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu a decisão de bloqueio da chave Pix vinculada ao ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro. O ex-servidor, atualmente na Itália, foi indiciado pela Polícia Federal por suposto vazamento de informações sigilosas do gabinete de Moraes, para quem trabalhou diretamente.
A decisão de bloqueio foi determinada por Moraes no último dia 8 de setembro e confirmada pelo Banco Central nesta quarta-feira (10). Além do Pix, as contas bancárias de Tagliaferro também estão bloqueadas por ordem do ministro. O ex-assessor se tornou crítico de Moraes após deixar o cargo e tem feito denúncias públicas contra ele com apoio de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tagliaferro foi indiciado pela Polícia Federal em abril de 2025. Segundo as investigações, ele teria acessado e vazado conversas e documentos internos do gabinete de Moraes, o que configuraria violação de sigilo funcional. A apuração apontou ainda que as informações teriam sido compartilhadas com terceiros de forma irregular, ampliando a gravidade do caso.
Com a confirmação do bloqueio, Tagliaferro segue impedido de movimentar recursos financeiros no Brasil. A medida faz parte de um conjunto de decisões tomadas pelo STF em processos que envolvem investigações sobre ataques a ministros da Corte e a disseminação de informações sigilosas.
A defesa de Tagliaferro nega as acusações e afirma que as medidas determinadas pelo ministro representam perseguição política. Moraes, por sua vez, tem reiterado em despachos que as decisões têm como objetivo preservar a integridade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e garantir que não haja obstrução do processo.