DA REDAÇÃO/G1 - FOLHA EXTRA
Na manhã do último domingo (31), uma mulher de 22 anos foi flagrada agredindo a própria filha de dois anos, no bairro Lindéia, em Belo Horizonte. As imagens foram registradas pelo pai da criança, de 38 anos, que havia instalado uma câmera escondida em um dos quartos da casa da família após suspeitar de maus-tratos. Embora o caso tenha acontecido em uma cidade distante, gera um alerta para pais, mães e responsáveis em todo o país.
Segundo o boletim de ocorrência, o casal mantém uma união estável e tem gêmeos de sexos diferentes. A suspeita contra a mãe surgiu há cerca de um ano, quando a menina sofreu uma fratura no fêmur sem explicação. Na época, o pai procurou o Conselho Tutelar do Barreiro, em Belo Horizonte, mas não houve encaminhamento por falta de provas.
Desta vez, com a câmera escondida, ele conseguiu registrar a companheira sufocando a filha contra um colchão, desferindo tapas e até um chute. Ao ouvir o choro da criança, o pai entrou no quarto, interrompeu as agressões e acionou a Polícia Militar.
A mulher foi presa em flagrante por lesão corporal. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, e ela está detida em Vespasiano, na Região Metropolitana da capital mineira. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, e a Justiça também determinou medida protetiva para a menina.
Aos policiais, a jovem alegou estar sobrecarregada com os cuidados dos gêmeos. Segundo ela, o companheiro se limitava a contribuir financeiramente, se recusando a dividir as responsabilidades. A mulher ainda afirmou que, dias antes, pediu ao homem que cuidasse das crianças, mas que ele teria condicionado a ajuda à retomada da vida sexual do casal. Na manhã das agressões, uma discussão entre os dois teria se intensificado, somada às birras das crianças, e ela disse ter perdido o controle.
As imagens entregues à polícia, no entanto, mostram a mãe empurrando a filha, que cai e é chutada em seguida. Para preservar a identidade da vítima, o nome da suspeita não foi divulgado.
O episódio reforça a importância da denúncia de maus-tratos e da atenção constante da sociedade para proteger crianças em situação de vulnerabilidade. Casos como este, ainda que ocorram em outras regiões, são um alerta em todo o país, onde situações como esta podem estar acontecendo todos os dias.