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Faustão segue internado após passar por dois novos transplantes
Apresentador segue em recuperação após receber novos rins e fígado
11/08/2025 08h36
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com Revista Caras
Foto: Reprodução/Band

Redação - Revista Caras

BRASIL - O apresentador Fausto Silva, o Faustão, segue internado em um hospital de São Paulo após passar por dois novos transplantes de órgãos. Segundo atualização divulgada pelo colunista Flávio Ricco, amigo pessoal do comunicador, ele está se recuperando bem e foi extubado no sábado (9). Faustão já recebeu visitas dos filhos Lara, João e Rodrigo. A esposa, Luciana Cardoso, não pôde visitá-lo por estar gripada.

O Hospital Israelita Albert Einstein informou que o apresentador está internado desde 21 de maio devido a uma infecção bacteriana aguda com sepse. Na quarta-feira, 6, e na quinta-feira, 7, ele foi submetido a um transplante de fígado e a um retransplante renal.

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Em entrevista à CARAS Brasil, o médico intensivista Tomaz Crochemore explicou que a sepse ocorre quando microrganismos, como bactérias, invadem o organismo e provocam uma infecção grave, levando a uma resposta inflamatória intensa que pode comprometer a circulação, a coagulação e o funcionamento de órgãos. Entre os sinais de alerta estão febre, confusão mental, dificuldade para respirar, sonolência, batimentos acelerados, queda de pressão e pele fria. O tratamento requer início rápido de antibióticos potentes, controle da infecção, hidratação e suporte para o funcionamento dos órgãos.

O especialista detalhou que o transplante de fígado é indicado quando o órgão não consegue mais desempenhar suas funções, como filtrar toxinas e produzir proteínas essenciais para a coagulação sanguínea. O procedimento consiste na substituição do fígado doente por um saudável, de doador falecido ou vivo, sendo necessária a compatibilidade sanguínea e genética para reduzir riscos de rejeição. Após a cirurgia, o paciente precisa tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.

Sobre o retransplante renal, Crochemore explicou que ele é realizado quando o rim transplantado deixa de funcionar devido a rejeição, infecção ou desgaste. É um procedimento semelhante ao primeiro transplante, mas com desafios adicionais por causa de cicatrizes e alterações anatômicas.