Redação - Folha Extra
BRASIL - Desde o fim da ditadura militar, quatro ex-presidentes da República do Brasil foram presos por decisões judiciais relacionadas a investigações de corrupção ou tentativa de subversão da ordem democrática. Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer, Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro foram alvos de mandados de prisão em diferentes contextos políticos e jurídicos.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente entre 2003 e 2010, foi preso em abril de 2018 após condenação em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele ficou detido por 580 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba e foi solto em novembro de 2019 após o Supremo Tribunal Federal mudar o entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância. Em 2021, as condenações foram anuladas, e Lula recuperou os direitos políticos.
Michel Temer, que governou entre 2016 e 2018, foi preso preventivamente em março de 2019, acusado de chefiar um esquema de corrupção relacionado às obras da usina nuclear de Angra 3. Ele ficou detido por poucos dias em duas ocasiões distintas e teve liberdade concedida por habeas corpus. Em 2022, as acusações foram anuladas pela Justiça Federal.
Fernando Collor de Mello, presidente de 1990 a 1992, foi condenado em 2023 pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a BR Distribuidora. Em abril de 2025, teve a prisão decretada e foi detido em Maceió. A pena foi convertida em prisão domiciliar devido à idade e condições de saúde.
Jair Bolsonaro, que presidiu o país entre 2019 e 2022, foi preso em 4 de agosto de 2025 por determinação do Supremo Tribunal Federal no inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar foi determinada após descumprimento de medidas cautelares, como uso indevido de redes sociais. A ordem incluiu apreensão de aparelhos eletrônicos e restrição de contatos com aliados investigados.