DA REDAÇÃO/AEN - FOLHA EXTRA
No segundo semestre de 2025, o Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet) vai levar mais cuidado e bem-estar animal para 318 municípios do Paraná. A grande novidade é que, entre eles, 84 vão receber o programa pela primeira vez, e seis desses estreantes fazem parte da região, estando entre o Norte Pioneiro e os Campos Gerais do Paraná.
Entre os mais de 300 municípios que serão atendidos pelo programa neste segundo semestre, estão as cidades de Congonhinhas, Ibaiti, Joaquim Távora, Pinhalão, São José da Boa Vista e Jaguariaíva, que vão receber o programa pela primeira vez, desde o seu lançamento. A iniciativa, que busca mais qualidade de vida, segurança e saúde para os pets, chegará nos próximos meses nestes municípios, levando atendimentos gratuitos para a população.
Contudo, ao final desta etapa, em 2026, a proposta voltada para a Saúde Única terá alcançado todas as 399 cidades paranaenses, cobrindo 100% do território. O investimento nesta fase será de R$ 19.790.000,00, totalizando R$ 45,2 milhões em pouco mais de cinco anos de programa.
“O Paraná sustentável cresce com mais esse investimento, de quase R$ 20 milhões, nesse importante programa de proteção animal, o CastraPet Paraná. Um projeto com o ideal de bem servir a população, evitando o abandono dos nossos pets”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.
Inserido no Plano Paraná Mais Cidades (PPMC), estabelecido pelo Governo do Paraná para apoiar o desenvolvimento dos municípios paranaenses, o programa teve início em 2020 e atendeu 104.378 pets desde então. A proposta contempla exclusivamente pets da população de baixa renda, de organizações da sociedade civil ou de protetores independentes. Relaciona a saúde ambiental, animal e humana por meio do controle populacional de cães e gatos através da esterilização, prevenção de zoonoses e ações de educação ambiental.
“Buscamos promover a saúde pública por meio de um esforço contínuo direcionado à educação sobre a tutela responsável de cães e gatos. A iniciativa não se limita apenas a controlar a reprodução de animais, mas almeja promover uma comunidade mais compassiva, desempenhando um papel crucial na sensibilização sobre a importância da esterilização e da prática da tutela responsável, que está diretamente ligada à vacinação periódica”, explica Girlene Jacob, médica veterinária e chefe do Núcleo de Educação Ambiental e Bem-Estar Animal (NEA) do Instituto Água e Terra (IAT) – autarquia vinculada à Sedest.
O NEA oferece também palestras sobre zoonoses e orientações sobre a vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une diversas ONGs e milhares de protetores independentes, todos compartilhando o objetivo comum de elevar a conscientização da sociedade em relação aos animais.
“O CastraPet Paraná assumiu um papel crucial na conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes. Por isso, dentre as condições para que os municípios sejam integrados à proposta, está também o monitoramento das atividades de educação ambiental organizadas pelas cidades parceiras. Queremos conscientizar as pessoas cada vez mais cedo”, afirma a veterinária.