Variedades “NO HIPE”
Cirurgia para alterar a cor dos olhos chama a atenção de jovens após famosas exibirem resultados nas redes sociais
Mesmo com os riscos, adolescentes lotam consultórios em busca da cirurgia para mudar a cor dos olhos e imitar Maya Massafera e Andressa Urach
26/06/2025 17h08 Atualizada há 12 meses
Por: DAVI MARTINS Fonte: ASSESSORIA
Foto: Reprodução/Redes Sociais

DA REDAÇÃO/ASSESSORIA - FOLHA EXTRA

Na última semana adolescentes que seguem Maya Massafera começaram a invadir os consultórios oftalmológicos em busca de cirurgia para mudar a cor dos olhos, depois da influencer aparecer nas redes contando que passou por um procedimento que transformou seus olhos castanhos em verdes. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier em Campinas, atualmente existem três técnicas cirúrgicas para alterar a cor dos olhos:

No Brasil, nenhuma delas é recomendada para fins estéticos pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) do qual o especialista faz parte, nem pela AAO (Academia Americana de Oftalmologia) nos EUA, por serem de alto risco para a saúde ocular.

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Como a influencer ficou com olhos verdes

Queiroz Neto explica que Maya Massafera passou por uma ceratopigmentação a laser com femtosegundo. No procedimento, explica, o cirurgião cria um canal estromal na córnea por onde é inserido um pigmento biocompatível. Este tipo de cirurgia também pode ser lamelar quando o pigmento é inserido entre as camadas da córnea, , ou epitelial quando o pigmento é colocado sobre a córnea, técnica que tem o inconveniente de poder desbotar. Das três alternativas, a ceratopigmentação a laser realizada em Maya Massafera é a mais moderna, precisa. e menos invasiva. Ainda assim causa muita fotofobia. Por isso, é recomendado o uso de óculos escuros nas áreas ensolaradas durante as primeiras semanas.

Riscos

O oftalmologista afirma que os riscos potenciais da ceratopigmentação são:

O oftalmologista ressalta que a cirurgia para mudar a cor dos olhos pode ser ambulatorial com aplicação de YAG laser para retira a camada superficial da íris, parte colorida do olho, para revelar o tom esverdeado ou azulado que fica abaixo. Ainda experimental e com poucos estudos confiáveis a despigmentação da íris não é regulamentada pelas agências reguladoras - ANVISA no Brasil e FDA (EUA).

Os riscos desta técnica são:

É indicado em casos a albinismo, defeitos congênitos, ausência total ou parcial da íris ou reconstrução de olhos com lesões para reduzir a fotofobia e melhorar a função visual. Queiroz Neto salienta que a cirurgia não é indicada para fins estéticos ou em pacientes com glaucoma, baixa contagem de células endoteliais na córnea, inflamação crônica como por exemplo uveíte ou alguma condição que aumente risco de descolamento de retina. A cirurgia, explica. é realizada com uma prótese flexível de silicone que é inserida dobrada no olho após aplicação de anestesia local, através de uma pequena abertura na borda da córnea. No mesmo dia o paciente volta para casa.

“A única forma de mudar a cor dos olhos com total segurança é através do uso das lentes de contato coloridas que hoje tem muitas versões bastante confortáveis”, finaliza.