Esportes ESPORTES NA INFÂNCIA
Como a prática esportiva impulsiona o desenvolvimento e o crescimento das crianças
Praticar esportes na infância não se trata apenas de aprender habilidades técnicas, mas sim de um conjunto de benefícios para o desenvolvimento físico e emocional dos pequenos
10/02/2025 18h20
Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
Praticar esportes na infância não se trata apenas de aprender habilidades atléticas, mas sim de aprender a lidar com as coordenações do corpo e se desenvolver. Foto: Ilustrativa/Reprodução-Internet

Em uma época onde a tecnologia, em grande escala, tem dominado o cenário recreativo, é comum que as crianças prefiram passar o dia em frente às telas do que correndo ou praticando algum exercício físico. Com esse cenário se repetindo continuamente, o papel que os esportes e as atividades físicas desempenham no desenvolvimento das crianças é facilmente esquecido e, na maioria das vezes, as crianças acabam não sabendo como praticar um esporte pode auxiliar no seu desenvolvimento, tanto físico quanto cognitivo.

Praticar esportes na infância não se trata apenas de aprender habilidades atléticas, ganhar jogos ou construir uma carreira profissional desde pequenos. Os esportes são vistos como fonte de energia e alegria, o que faz com que as crianças produzam hormônios de felicidade e se sintam contentes, além de que os esportes permitem novas amizades e também fazem com as crianças descubram suas paixões e criem expectativas futuras, sem contar as lições que os esportes podem ensinar e o aprimoramento cognitivo e social das crianças.

“Crianças não precisam de padrões sistemáticos de exercícios, como os adultos que vão à academia. Elas têm de trabalhar mais o lado lúdico, ou seja, se exercitar brincando. Mas o problema é que muitas vezes o foco fica em uma só atividade. No Brasil, pratica-se muito futebol, então muitas vezes o estímulo dos pais fica todo direcionado ao esporte mais popular do país. Para o melhor desenvolvimento motor da criança é essencial que ela faça várias atividades. Ou seja, por um tempo ela joga bola, depois pode testar o vôlei, jogar peteca, fazer natação, pular corda, pega-pega, pingue-pongue. O aprendizado motor acontece por meio de gestos diferente”, afirma o doutor Mauricio Milani, cardiologista e médico do esporte.

A prática de esportes necessita de grande esforço das crianças, tanto para manter um ritmo de exercícios, como no caso do futebol ou da natação, quanto para coordenar quais serão seus movimentos e em que momento serão realizados. Na época em que vivemos, quando tudo está facilmente aplicado à uma tela e as crianças quase não precisam se esforçar para se divertir, a interação entre a coordenação dos movimentos e do raciocínio rápido pode ser de grande valia para o desenvolvimento das crianças.

Com a prática de esportes, as crianças aprendem a lidar com os “altos e baixos da vida”. Foto: Ilustrativa/Reprodução-Internet

 

Além da diversão e do desenvolvimento cognitivo, os esportes também são ótimos meios de ensinar às crianças lições sobre trabalho em equipe, resiliência e responsabilidade. Com a prática de esportes, as crianças aprendem a lidar com os “altos e baixos da vida”, já que têm que se acostumar com vitórias, derrotas e começar tudo novamente.

Os esportes, ou atividades físicas em escalas mais intensas, também servem como estratégia contra a obesidade infantil. Atualmente, é comum que crianças se alimentem enquanto assistem, e não digerem os alimentos adequadamente, o que gera a sensação de insatisfação e pode levar à obesidade quando não controlado.

Com isso, os esportes entram como estratégia saudável, já que a maioria dos esportes requerem uma grande queima de gorduras do corpo e fazem com que o funcionamento do corpo trabalhe com mais facilidade.

Em uma pauta do Ministério da Saúde, o doutor cardiologista e médico do esporte, Mauricio Milani, explica que as crianças não precisam de padrões de exercícios físicos como os adultos, mas sim precisam da variação de atividades físicas, que podem trabalhar diversas áreas do desenvolvimento infantil.

“Crianças não precisam de padrões sistemáticos de exercícios, como os adultos que vão à academia. Elas têm de trabalhar mais o lado lúdico, ou seja, se exercitar brincando. Mas o problema é que muitas vezes o foco fica em uma só atividade. No Brasil, pratica-se muito futebol, então muitas vezes o estímulo dos pais fica todo direcionado ao esporte mais popular do país. Para o melhor desenvolvimento motor da criança é essencial que ela faça várias atividades. Ou seja, por um tempo ela joga bola, depois pode testar o vôlei, jogar peteca, fazer natação, pular corda, pega-pega, pingue-pongue. O aprendizado motor acontece por meio de gestos diferente”, disse o doutor em pauta.

A diversidade nas atividades físicas infantis é fundamental para o desenvolvimento neural da criança, pois ela aprende uma variedade de movimentos e adquire habilidades motoras diversas. Além disso, essa variedade fortalece o corpo, prevenindo lesões e evitando a monotonia em seus movimentos.