Na tarde desta segunda-feira (16), a Câmara Municipal de Arapoti foi o palco da cerimônia de diplomação dos candidatos eleitos nas Eleições Municipais de 2024. O evento, que contou com a presença de autoridades, familiares e amigos dos candidatos eleitos e do Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, marcou o início da gestão municipal de 2025.
A diplomação dos candidatos eleitos durante as Eleições Municipais, é um rito formal e necessário para a posse dos eleitos, afirmando a legitimidade de seus cargos e a conformidade com as normas eleitorais, marcando os primeiros passos da próxima gestão municipal, que fará posse de seus poderes legislativos a partir do dia primeiro de janeiro.
Na cidade de Arapoti, a solenidade realizou a diplomação do atual prefeito e reeleito para o mandato de 2025, Irani José Barros, e seu vice-prefeito, também reeleito, Jan Roelof Pot. Além deles, foi realizada a diplomação dos candidatos a vereador que farão parte da Câmara dos Vereadores na próxima gestão.
Contudo, foram diplomados os vereadores Cleyton Dionathas Garcia, Wesley Carneiro Ulrich, Luciano Ferreira da Silva, Maicon Jean Pot, Maria Oliveira Depizzoli Zacharias, Marieno João Mendes Ferreira Junior, Romanti Ezer Prestes Moreira, Edivaldo Almeida Pontes e Jean Carlos Klichowski.
Apesar de que haja uma investigação por fraude nas eleições dos candidatos Edivaldo Almeida Pontes e Jean Carlos Klichowski, ambos foram diplomados junto aos demais candidatos eleitos e, futuramente, será decidido judicialmente qual fim tomará o mandato dos candidatos. A decisão será tomada pela Justiça, que analisará os fatos e realizará uma investigação sobre a situação.
A solenidade contou com a presença de amigos, familiares e autoridades locais, além da ilustre presença do Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), o Desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, da Juíza Eleitoral, Gabriela Rodrigues de Paula e do Promotor da Justiça Eleitoral, Carlos Edoardo de Barros Reis.
Embora tenham vencido as eleições, uma denúncia, realizada por opositores, apontou que houve uma fraude na cota de gêneros por parte do partido SOLIDARIEDADE, por qual os candidatos disputaram durante as eleições.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Progressistas, foi constatada uma possível fraude na cota de gêneros. Para entender melhor o assunto, uma das regras para formação de chapas para vereadores é de que haja uma participação mínima de gêneros que é de 30%, ou seja, em uma chapa com 10 vereadores três devem ser homens ou mulheres, por exemplo, sendo que todos devem concorrer e disputar o pleito de forma igualitária.
Porém, conforme a denúncia, o Solidariedade cumpriu a cota para formação da chapa sendo composta por sete candidatos a vereador e três candidatas a vereadora. Com isso, o partido conseguiu eleger os candidatos Edivaldo Almeida Pontes e Jean Carlos Klichowski.
Apesar disso, a denúncia aponta fraude, pois a candidata Stella Marina Abdala Pinheiro teria feito parte da chapa apenas para cumprir a cota de gênero. Ainda conforme a denúncia, a prova disso é devido ao fato de Stella não ter realizado campanha e não ter recebido votos. Conforme o site do Tribunal Superior Eleitora, Stella aparece com zero votos.
A denúncia foi encaminhada à Justiça Eleitoral que deu parecer favorável a denúncia após entender que a candidatura de Stella Abdala foi fictícia, o que compromete a regularidade do processo eleitoral. Com isso, houve a cassação do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários apresentado pelo Solidariedade tornando os votos recebidos pelos candidatos da chapa inválidos.
Caso a decisão seja mantida em todas as instâncias, deve haver recontagem dos votos para nomeação de outros vereadores para ocupar o lugar dos parlamentares eleitos pelo Solidariedade.