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Deputados recebem reivindicações do “Movimento Sem Terrinha do Paraná”
Audiência Pública foi realizada na Assembleia e faz parte do 14º Encontro Estadual das Crianças Sem Terrinha
24/10/2024 16h10
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Assessoria
Foto: Divulgação.

A audiência pública desta quinta-feira (24), no Plenário Deputado Waldemar Daros da Assembleia Legislativa, é uma proposição do deputado Professor Lemos (PT) e integra a programação do 14º Encontro Estadual das Crianças Sem Terrinha que acontece de 23 a 25 de outubro no assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Almirante Tamandaré.

A programação conta com oficinas de arte-educação, apresentações artísticas e visita ao Zoológico e reúne cerca de 450 crianças de assentamentos e acampamentos do MST de todo o Paraná. Esta edição de 2024 também celebra os 40 anos do MST. O objetivo é proporcionar um espaço para que as crianças Sem Terrinha compartilhem experiências, aprendam sobre seus direitos e fortaleçam o sentimento de pertencimento na luta por reforma agrária popular.

As crianças reuniram-se para organizar a pauta de reivindicações e apresentaram no Plenário da Assembleia suas necessidades e sugestões sendo entregues aos deputados presentes com a intenção de que suas necessidades sirvam de base para políticas públicas mais assertivas para esta parcela de paranaense.

O proponente e presidente da sessão solene, deputado Professor Lemos (PT), destacou a importância de realizar uma audiência pública dentro do calendário de eventos do Encontro Estadual. “Este encontro reflete as necessidades das crianças de assentamentos e de acampamentos, lutando pela reforma agrária. E reforma agrária não é só distribuir terras, é também distribuir educação de qualidade, saúde de qualidade, é o acesso ao esporte, à cultura, é o acesso àquilo que faz com que as pessoas tenham qualidade de vida. As crianças sem terrinha vieram aqui na Assembleia para trazer as suas demandas, as suas reivindicações. Ainda temos áreas no Paraná, são mais de 80 áreas que ainda não foram transformadas em assentamentos. Em nosso estado temos mais de 330 assentamentos, e eles podem ser consolidados, podem e devem ser consolidados, com toda a infraestrutura necessária para que as famílias que lá vivem, possam viver com dignidade”.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Juventude na Assembleia Legislativa, deputada Ana Julia (PT), ressaltou a sua “felicidade em ver a concretização de uma pauta superimportante, que é o direito a nossa infância, a nossa juventude e de ter a participação na vida comunitária e na vida política. Porque as crianças são os sujeitos de direitos e nada mais justo do que receber suas reivindicações e as demandas para fazermos políticas públicas mais afinadas com os anseios de quem vive e conhece esta realidade”.