Saúde EM ALERTA
Paraná reforça vigilância contra sarampo após registro de casos na Argentina
Embora não tenham sido registrados casos recentes de sarampo no Paraná, a proximidade com a área afetada e o fluxo constante de pessoas entre os dois países aumentam o risco de importação do vírus
22/10/2024 16h41
Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
Foto: Divulgação.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), emitiu um alerta de risco após a confirmação de oito casos de sarampo na província de Río Negro, Argentina. O objetivo é reforçar a vigilância e intensificar as medidas de prevenção em todo o Estado. Embora não tenham sido registrados casos recentes de sarampo no Paraná, a proximidade com a área afetada e o fluxo constante de pessoas entre os dois países aumentam o risco de importação do vírus.

O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016, mas o retorno da circulação do vírus entre 2018 e 2022, impulsionado por baixas coberturas vacinais e grande fluxo migratório, levou à perda da certificação. Em 2019, o país registrou 21.704 casos confirmados. Até o momento, em 2024, o Brasil contabiliza dois casos importados: um no Rio Grande do Sul, proveniente do Paquistão, e outro em Minas Gerais, originário da Inglaterra.

Entre agosto de 2019 e junho de 2020, o Paraná registrou 2.081 casos de sarampo, com o último confirmado em junho de 2020. Desde então, não houve novos casos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias, e pode permanecer suspensa no ar por várias horas.

A vacina é a principal forma de prevenção, com a tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (inclui varicela). Ambas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura vacinal no Paraná para a primeira dose em crianças de um ano é de 95,72%, atingindo a meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Os sintomas mais comuns do sarampo incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema. Não há tratamento específico para a doença, e os pacientes devem ser isolados por sete dias após o surgimento das manchas vermelhas. Casos suspeitos devem ser notificados imediatamente às autoridades de saúde locais.